47 anos desde a Revolução dos Cravos, o que mudou?

(São actualmente deputados mas há 47 anos ainda não eram nascidos. O TB quis saber a opinião dos eleitos (um por cada partido com representação na Assembleia Municipal da Guarda) sobre o 25 de Abril de 1974. Fique a saber o que pensam Marco Loureiro (BE), Miguel Nuno (PSD) e Paulisa d’Assunção (PS) sobre a “Revolução dos Cravos”. O CDS e a CDU não têm deputados na Assembleia Municipal da Guarda que tenham nascido depois do 25 de Abril de 1974. Leia aqui o que pensa Marco Loureiro)

O dia 25 de abril de 1974 não trouxe só a democracia e a liberdade a Portugal, também abriu a porta para avanços sociais, na liberdade das mulheres, na educação, na saúde e até a uma alteração de valores que transformaram o país no que é hoje, muito distinto do que há 47 anos.

Numa altura em que se constata o reaparecimento em Portugal da extrema-direita, encoberta num falso partido democrático, nunca é demais, relembrar às novas gerações as atrocidades impostas pelo regime do Estado Novo e as conquistas de abril!

Entre muitas outras, aqui ficam as mais marcantes:

– Desigualdades entre os homens e as mulheres

Ser homem ou mulher antes do 25 de Abril, significava ter direitos e obrigações bem diferentes. Igualdade entre os sexos era algo impensável antes da Revolução. As diferenças começavam nos salários e terminavam até nas autorizações para casar.

– A mulher ideal era a dona de casa perfeita

A mulher ideal não desfilava em fato de banho, tinha que ter dedo para a cozinha e para a costura. A revolução foi uma libertação total para as mulheres. Elas tinham um papel reduzido, mesmo insignificante, eram sempre as mais analfabetas, não tinham direitos. Chegando ao extremo de não poderem viajar sem autorização do marido.

– Democracia mudou a educação em Portugal

A chegada da democracia a Portugal teve impacto no sistema de educação. Hoje todos têm direito ao ensino, independente da sua condição financeira. O país diminuiu muito o analfabetismo, ainda assim, o abandono escolar continua a ser um dos mais altos da União Europeia.

– Serviço Nacional de Saúde foi uma conquista de fundo

Antes da revolução, a assistência médica em Portugal não estava assegurada para todos. A mesma dependia de instituições privadas ou da beneficência para socorrer seus doentes. Isso mudou com a chegada da democracia e com o lançamento em 1979 do SNS, um sistema com acesso para todos, quase gratuito. O número de médicos e outros profissionais sanitários também quadruplicou, sendo que ainda continua muito por fazer.

– Muitos livros e escritores foram proibidos pela PIDE

Muitos foram os livros que a PIDE/DGS proibiu em Portugal. Os escritores tiveram um papel decisivo ao retratar a sociedade portuguesa e a denunciar as dificuldades dos portugueses. Não é por mero acaso, que antes e depois de abril, os livros continuam a ser o espelho da Liberdade.

– Tempos diferentes conduziram a padres diferentes

Os 47 anos da democracia tiveram sérias repercussões no modo como a religião é praticada. Os fiéis mudaram e os padres tiveram que acompanhar essa mudança.

– “Grândola Vila Morena”, a música chave da revolução

Há 47 anos, “Grândola Vila Morena” foi o gatilho para a Revolução.

Agora, mais do que nunca, espera-se que a mítica música de Zeca Afonso, seja amplamente difundida!

25 de abril, SEMPRE! FASCISMO NUNCA MAIS!

Marco Loureiro (Deputado Municipal do BE – Guarda)

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