A Justiça é demasiado importante para ser deixada aos Juízes

Ficou todo o mundo atordoado com a atitude do Juiz Rosa ao desmontar todo o trabalho do Ministério Público e das Polícias. Luís Marques Mendes concluiu que ou era ingénuo, ou que fazia ver que o era ou vivia num mundo paralelo. Na verdade, é um dos construtores de um mundo paralelo, onde não haverá a Justiça que permita a manutenção de um mínimo de qualidade de vida na nossa terra. Uns falarão por isso de uma justiça que por rotina é ronceira e deixa prescrever tudo. Outros dramatizarão este nosso mundo e outros dirão umas lérias sobre a inoperacionalidade dos megaprocessos. Absolvendo todos os que trabalham na Justiça, ficando o Povo castigado sem poder recorrer.

Mas, num país verdadeiramente capitalista, um banqueiro, Bernard Madoff um dos homens fortes da alta finança americana, envolvido na que é descrita como a maior fraude de sempre, avaliada em cerca de 65 mil milhões de dólares, morreu na prisão, mas em Portugal morreria em casa. É o que prevemos para o DDT. Nos EUA, nem com morte próxima, conseguiu que o deixassem morrer em casa. E estava muito arrependido e o DDT não está. Só envelheceu.

Sabemos ainda que só são acusados de corrupção os que são funcionários. Os outros só têm de devolver o dinheiro que não é deles, mas só se o juiz lho ordenar. Entretanto, os jornais dão-nos notícia de continuadas fraudes, que enriquecem os que as praticam sem serem descobertos. E queixam-se de um crime qualquer que o Juiz Rosa lhes imputou. Queixam-se até do Partido que lhes deu o Poder de Fazer Maldades, acusando-o de traição e ingratidão. Terão certamente razão.

Também não podem protestar por não terem sido vacinados os que morreram com COVID 19. Dizem que foram salvos pela vacina 140 pessoas e agora pergunta-se: Quantos seriam salvos se os estados da União Europeia, ajudados pelos seus juízes, obrigassem as farmacêuticas a cumprirem os contratos. Mas, isso só acontece fora da Europa que continuará a ser vítima dos seus burocratas e dos políticos do seu centrão.

Estão agora uns matemáticos a calcular RTs para preverem quando temos de voltar a confinar para impedir uma 4ª vaga, mas isso parece inevitável por haver tanto desvio às normas da DGS, que parece continuar a ser incapaz de disciplinar dada a falta reiterada de juízes, que não cuidam de cumprir as suas funções. Parecem agora todos estes apostados em corrigir o que não conseguem disciplinar com a Lei que deviam conhecer.

Contudo, ainda não culparam as Escolas de Direito que não os educaram. Querem todas ganhar alunos que paguem propinas e que trabalhem em lugares que lhes dão prestígio. Parece que dos licenciados e mestres em Direito só os advogados estão bem preparados por conseguirem libertar ou minorar as penas dos seus constituintes. Mas isso acontece só quando há juízes à maneira, que reproduzem nas sentenças as suas alegações. Pareceu-me até ouvir a um juiz na sua douta sentença o que disseram os advogados dos arguidos. E, claro, isso mostra como os juízes são ingénuos e sem sentido crítico ou que vivem já num mundo paralelo, onde tudo é possível para os ddts.

Justiça só haverá para os pais que matam os filhos e para aqueles maridos que sovam ou matam as mulheres com quem casaram ou com quem vivem. Há agora algumas mulheres que sovam ou matam os maridos, mas isso não significa progresso. Significa apenas desvario e degradação da nossa perceção do que é admissível e, ainda, a ausência do papel moralizador dos juízes e disciplinador dos polícias.

Para complicar, há por todo o lado comentadores que batem palmas aos que se portam mal e até minimizam e ocultam os prejuízos causados pelos ddts e seus sequazes.

E assim degradam a nossa vida.

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