Assinado contrato de concessão do Hotel Turismo da Guarda

O contrato de concessão de recuperação do Hotel de Turismo da Guarda ao grupo MRG foi assinado ontem, estimando-se um investimento total de cerca de sete milhões de euros, informou a Secretaria de Estado do Turismo. O contrato foi assinado pelo “presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, e pelos representantes do consórcio MRG Property e MRG Construction”, referiu o gabinete da Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.
A concessão é feita por 50 anos, no âmbito do programa Revive, e estima-se que o investimento total para a recuperação do edificado seja de cerca de sete milhões de euros, acrescentou.
«O consórcio compromete-se a construir uma unidade hoteleira neste imóvel que ocupe no mínimo 55% da área bruta de construção», estando previsto um «boutique hotel, de quatro estrelas, ligado ao tema da neve, com 50 quartos e com outras valências como spa (que estará acessível igualmente aos residentes no município) e restaurante», sublinha o gabinete da Secretária de Estado do Turismo.
De acordo com a nota de imprensa, a nova unidade, que também vai ter uma vertente de formação, pretende apostar na sustentabilidade ambiental, através da iluminação LED e do aquecimento da água por energia solar. «Este é mais um marco importante no desenvolvimento do programa Revive e que vem resolver uma situação que se arrastava desde 2012. Desta forma, o Revive permite voltar a dar vida a um imóvel tão importante e emblemático para a Guarda», salienta Ana Mendes Godinho, citada na nota de imprensa.
De acordo com o site da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), o Hotel de Turismo da Guarda, que estava devoluto desde 2012, foi projectado em 1940 pelo arquiteto Vasco Regaleira e concluído em 1958, durante o Estado Novo, sendo um dos edifícios mais emblemáticos da cidade da Guarda.
Os interiores apresentam paredes rebocadas, silhares de azulejos policromos, pavimentos em ladrilho de granito e tetos rebocados com pinturas de fresco que imitam a técnica do século XVIII, sendo que no exterior utilizou-se a telha portuguesa de encaixe e cantarias de granito, «ao gosto da região da Beira Alta», refere a DGPC.
“Em 2015 foram lançados dois procedimentos destinados à venda do hotel, em condições que não atraíram interessados”, recorda o Governo, sublinhando que a integração do imóvel no programa Revive permite torná-lo num “ativo económico”.
O concurso para o Hotel Turismo da Guarda foi o terceiro a ser lançado, no âmbito do Revive, depois do Convento de São Paulo, em Elvas, e dos Pavilhões do Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha.
Entretanto também já foram lançados os concursos públicos para o Paço de Valverde, em Évora, para o Colégio de São Fiel, em Castelo Branco, e para a Coudelaria de Alter, em Alter do Chão, estando previsto que, em breve, sejam também lançados os concursos “do Forte de Santa Catarina, em Portimão, do Convento de Santa Clara, em Vila do Conde, e da Casa de Marrocos, em Idanha-a-Nova”, afirmou o gabinete da Secretaria de Estado do Turismo

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