Autarcas da região aprovam criação de Unidade de Missão das CIM em Bruxelas

Os autarcas da Comunidade Intermunicipal da Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE) aprovaram por unanimidade a criação de uma Unidade de Missão Permanen-te em Bruxelas. É um projecto das Comunidades Inter-municipais da região centro e o objectivo é ter uma estrutura permanente em Bruxelas para fazer “lobbie” de forma a «identificar oportunidades, recursos e defender os recursos da região», explicou Paulo Fernandes, presidente da CIM-BSE, no final da reunião do Conselho Intermunicipal, realizada a semana passada na Guarda. O autarca sustenta que o país tem a sua representação ao nível do Estado, mas as regiões «sentem-se pouco representadas nessa questão, até porque não existem enquanto unidades autónomas». Paulo Fernandes considera que a melhor forma é procurar parceiros que tenham estruturas permamentes e «pudessem em Bruxelas ser nossos represen-tantes». O presidente da CIM lembra que os autarcas se queixam «que as CIM’s de baixa densidade estão a ter dificuldades de captação de recursos financeiros exa-ctamente porque os recursos estão muito posicionados na linha da competitividade e da inovação onde nós temos menos ferramentas e menos massa crítica e isso tem sido de facto um problema». O autarca dá o exemplo das medidas de apoio ao empreendedorismo que abriram «muito tardias», que na CIM não abriram, e sairam com uma taxa de apoio de 30 por cento e com majoração de 50 por cento…. coisa que nós contestamos!». «Consideramos que é inadmis-sível que para as regiões do interior não haja maior apoio às empresas que aqui queiram investir. Partir de um apoio de 30 por cento é manifestamente pouco e foi uma das questões colocadas aqui [reunião do Conselho Inter-municipal] pelos autarcas», argumentou Paulo Fernandes. E portanto, defende, é necessário «encontrar outros caminhos, outros processos para a captação de recursos que são absolutamente vitais para o desenvolvimento de uma região como a nossa e também para nos interna-cionalizarmos mais. Para sairmos da casca do ponto de vista dos programas regionais. Isso obriga-nos a criar redes e consórcios mais capacitados», sublinhou.
Na mesma reunião, os autarcas da CIM-BSE aprova-ram ainda integrar a Rota do Mondego, um projecto que está a ser dinamizado pela CIM de Coimbra. A ideia desta parceria é criar uma Rota que tenha início na nascente do Mondego e se desenvolva até à foz. O presidente da CIM-BSE entende que é algo que «vai ajudar a oferta que existe na região ao nível do património natural».

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