Cinco mulheres do distrito evidenciadas pelo seu papel cultural

A Direcção Regional de Cultura do Centro (DRCC) está a promover uma iniciativa que tem por objectivo dar a conhecer mulheres que ajudam a contar e a manter a história da região. Entre as 200 escolhidas estão cinco do distrito da Guarda: Rosa Nunes Antunes, Palmira Mota, Maria Delfina Cruz, Arminda Esteves e Maria Leopoldina Bordalo.

A nível global, são compilados cerca de duas centenas de perfis distribuídos por 13 categorias, disponíveis nas redes sociais e no “site” da DRCC, de onde fomos buscar a história, resumida, das mulheres naturais ou que desenvolveram a sua actividade no distrito da Guarda. Rosa Nunes Antunes e Palmira Mota destacam-se na Etnografia; Maria Delfina Cruz na Museologia; Arminda Esteves no Artesanato e Maria Leopoldina Bordalo na Educação.

Nascida em Burgos (Espanha) a 17 de Maio de 1932, Rosa Nunes Antunes (“Rosinha”) veio muito jovem para Portugal, concretamente para a Guarda. Destino ditado pela Guerra Civil e pelas origens familiares. Após casar muda-se para Lisboa, onde teve a oportunidade de cantar na casa de fados Solar da Hermínia. De regresso às origens, e após cantar no Orfeão da Guarda, integra o Rancho Folclórico da Guarda, sendo uma das principais cantadeiras. Em 1975 cria o Conjunto Típico Rosinha.

Palmira Gomes Almeida Mota nasceu em Gouveia em 10 de Maio de 1923. Estudou em Lisboa onde conclui o curso do Magistério primário, tendo-se fixado em Seia em 1950. Foi dirigente do rancho folclórico de Gouveia e posteriormente do rancho folclórico de Seia.

Maria Delfina Cruz iniciou a sua vida profissional como professora na zona do Pinhal de Leiria, terminando a carreira em Vilar Maior (Sabugal). Nos últimos anos de leccionação iniciou um processo de recolha de objectos do quotidiano, de peças arqueológicas, tendo sido com este espólio que criou o núcleo museológico.

Arminda Esteves nasceu em Sortelha (Sabugal). Sempre trabalhou o bracejo e com algum esforço e muita criatividade, tem mantido viva esta prática e foi, inclusive, formadora na oficina “Entrelaços – Bracejo, História e Design”, onde ensinou a cerca de duas dezenas de pessoas.

Maria Leopoldina Maia da Fonseca Bordalo nasceu em 1925 na Vermiosa (Figueira de Castelo Rodrigo). É licenciada em Ciências Histórico Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Dedicou-se à docência no Porto, em Matosinhos e em Figueira de Castelo Rodrigo. É autora da obra de carácter didáctico “Lições de História Universal”, e co-autora de “Vermiosa, com o seu linguajar de outros tempos”, editada pela Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo, em 1997. Notícia completa na edição desta semana do Jornal Terras da Beira.

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