Comunidade Beiras e Serra da Estrela quer ser referência no turismo de natureza

A Comunidade Intermunicipal Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE) pretende valorizar o potencial ambiental da região para que seja uma das “grandes referências” em termos nacionais e internacionais na área do turismo de natureza, foi hoje anunciado.
“Está por fazer uma verdadeira revolução, no bom sentido, relativamente ao valor que as economias verdes podem ter na nossa região. Temos economia verde na energia, mas podemos ainda ir muito mais longe do que isso. Podemos e devemos ir mais longe nessa expressão”, disse hoje o presidente da CIM-BSE.
Paulo Fernandes, que falava na cerimónia de tomada de posse do conselho estratégico para o desenvolvimento intermunicipal, realizada no auditório da Câmara Municipal da Guarda, referiu que o ambiente é um pilar fundamental para a região, a par da competitividade e da coesão. “Temos hoje turismo de natureza, seguramente, mas podemos ir ainda mais longe”, disse.
Paulo Fernandes considera que a região pode “ganhar valor” neste sector, onde já existem as “peças fundamentais”, que são as denominadas “comunidades vivas”.
“Felizmente, somos um território que tem comunidades vivas, que tem pessoas extraordinárias que, para além de serem um exemplo já ancestral de resistência e de resiliência, são um poço de conhecimentos e de saberes absolutamente únicos e absolutamente insubstituíveis”, justificou.
Com base nas potencialidades da área da CIM-BSE que, apontou, tem 23% do território de áreas classificadas, a região tem as “bases” para poder ser “a grande referência nacional do ponto de vista de turismo de natureza” e “uma das grandes referências em termos de turismo de natureza na área internacional”.
“Na parte das economias verdes, podemos mesmo ser o grande referencial”, afirmou.
Para Paulo Fernandes, a Serra da Estrela também deve ser “sempre uma fonte permanente de grande inspiração e de grande norteamento” relativamente àquilo que são os “focos” e as “prioridades” da CIM-BSE.
A CIM-BSE deu hoje posse aos 50 representantes de entidades públicas, instituições, associações e sindicatos da região, que formam o conselho estratégico para o desenvolvimento intermunicipal, um órgão de natureza consultiva destinado ao apoio ao processo de decisão dos restantes órgãos da comunidade intermunicipal.
Na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, desejou que os vários representantes naquele órgão, juntamente com os municípios da CIM-SE, possam contribuir “para produzir mais pensamento no território”.
“Se trabalharmos em espírito CIM, ganhará o território”, disse o autarca, reconhecendo que “o que tem que estar na base da estratégia é a produção de pensamento”.
A CIM-BSE é constituída por 12 municípios do distrito da Guarda (Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Gouveia, Manteigas, Meda, Pinhel, Seia, Sabugal e Trancoso) e por três do distrito de Castelo Branco (Belmonte, Covilhã e Fundão).

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