Discórdia entre bombeiros e Governo é «uma questão política partidária»

É «uma questão política partidária de quem está no Governo e de quem está na administração». É desta forma que D. Manuel Felício entende a discórdia entre a Liga dos Bombeiros Portugueses e o Governo, nomeadamente quanto à alteração à Lei Orgânica da Autoridade Nacional de Protecção Civil, que levou muitas das corporações do país a suspender toda a informação operacional aos Comandos Distritais de Operações de Socorro.

Confrontado com a questão, à margem da Mensagem de Natal, que leu aos jornalistas esta tarde, o bispo da Guarda lembrou a recente visita do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, à Guarda, no Dia da Cidade, assinalado a 27 de Novembro, considerando que o governante «teve uma prestação óptima, quer na comunicação que fez na Câmara, quer depois na presença que teve em Famalicão [da Serra] na inauguração do quartel dos bombeiros». «O discurso dele subscrevo-o inteiramente», afirmou.

«Agora, os problemas que se colocam entre bombeiros e protecção civil, que eu não sei o que é (…) a protecção civil, são problemas mais da área de organização política e nisso eu não quero entrar», disse, assinalando, no entanto, ser «uma questão que toca muito a vida das pessoas porque, como nós sabemos, quem nos protege, quem está mais perto, quem nós vemos, são os bombeiros (…) e é aquele pelo qual o nosso povo em geral tem uma devoção – passo a expressão, muito própria».

Questionado sobre as greves, nomeadamente a dos enfermeiros, respondeu serem «uma questão profissional mas também são uma questão política global», preferindo não se pronunciar «sobre realidades que estão por detrás destas iniciativas».

«Prefiro não me pronunciar. Com certeza que os enfermeiros e os médicos merecem-nos toda a nossa atenção, porque sem eles não podemos viver, e basta ver o que se passou, as cirurgias adiadas, a fazerem sofrer tanta gente…tinha que haver aí um caminho de compreensão, qual ele é, eu agora não sei, não estou no terreno para desenvolver as iniciativas», concluiu o bispo da Guarda.

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