EDP

Apesar de confinado senti que a EDP não quer conversar com os seus clientes. Tinha ficado sem luz na minha casa e apesar de percorrer de diversas formas o seu site na Internet não encontrava onde protestar. Havia uma x-rede e nada dela me dava solução à minha falta de acesso à solução física para evitar o meu desligamento do mundo, causando-me a sensação de que tinha sido desapossado deste bem essencial: a eletricidade. E teimando lá a consegui ter. Mas, foi difícil e queixando-me descobri que o problema não era só meu como consumidor. Era de uma imensidade de gente.

Muitos, infiro, temos assim uma relação crescentemente complicada com a EDP. E isso não está conforme a necessidade de tornar o uso de todos os produtos cada vez mais fácil, ou seja, tornar o seu uso amigável. Mas não é isso o que procura a EDP. Apenas quer que ninguém veja o que passa dentro dela. Não explica sequer, como tendo publicitado tantos lucros, não pode aumentar os salários dos seus trabalhadores que pedem só uma diminuição do seu desconforto perante a alta de preços que todos sentimos.

É a EDP uma empresa que anda a vender algumas das suas partes para conseguir atingir objetivos que não enunciou. Nem nos quis dizer a razão deste seu tipo de gestão. Só queria pagar menos impostos. E o Governante que lhes autorização também não explicou nada. Só disse que tinha três bisavós mirandeses. E no fim, como se fosse uma espécie de DGS, entregaram o assunto à autoridade tributária para que parecesse tudo legal. Mas, ficámos sem saber com tudo isto o que ganha a EDP, Miranda do Douro e a Pátria.

Sabemos também que Lídia Almeida. que inventou o Livro dos Elogios, não vai ter sorte com a EDP pois esta está-se marimbando para os elogios, já que nunca os terá. E no site Livro de Elogios, acesso em 24 de março de 2021, não encontrei rasto da EDP.

Tudo o que não sabemos nos deve inquietar pois a EDP é uma empresa estruturante da nossa vida social e económica e. até porque os recentes casos judiciais, revelam uma administração pouco confiável. Tudo mostra como a história desta venda de barragens vai mudando todos os dias para se ajustar à narrativa, que melhor inocenta a EDP e o Governo de qualquer problema com a nossa legalidade.

Parece que neste assunto vão caindo as palas de alguns órgãos de comunicação social e, agora, os partidos estão atentos ao que se diz. E alguns incomodam tanto que ninguém da imprensa com palas fala deles. E o Ministro do Ambiente e da Ação Climática defende animado esta solução, mas ninguém ainda lhe perguntou se este negócio da EDP prejudica ou não o bom desempenho do seu Ministério no âmbito das Alterações Climáticas. Nem disso parece ter cuidado. Tudo parece girar em volta de números e a vida das populações não entra na equação.

Outros mais radicais do que eu interpretaram a sigla EDP como engenharias dolosas para Portugal, limitando-se a falar da Engenharia Financeira em que o objetivo da EDP e do governo amigo foi limitar a visibilidade social da perniciosidade desta engenharia fiscal. Fizeram-no sem olhar para a necessidade de os povos do planalto mirandês terem um suplemento de apoio no combate aos problemas de exclusão que enfrentam. Continuam assim também mal os restantes territórios pois são excluídos de qualquer progresso.

Antes tivemos episódios mal explicado em que entram António Mexia, João Manso Neto, Manuel Pinho e alguns mais cuja existência ignoramos, e só por a imprensa com palas conseguir desviar-nos do raciocínio correto através de habilidades com que nos põe a pensar mal.

E neste processo de empobrecimento da cidadania não temos a ajuda do poder judicial, nem da polícia que desmascare todos os meandros desta narrativa cheia de sofismas, omissões de informação e fake news, tornando impossível que elogiemos os tribunais.

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