Eduardo Lourenço considera que Basilio Losada Castro tem uma obra “incrível”

O ensaísta Eduardo Lourenço considerou hoje, na Guarda, que o professor, investigador, tradutor, crítico literário e escritor espanhol Basilio Losada Castro, galardoado com a edição 2018 do prémio com o seu nome, tem uma obra “incrível”.
Eduardo Lourenço, que hoje esteve na cerimónia da entrega do Prémio Eduardo Lourenço 2018, realizada na Sala Tempo e Poesia da Biblioteca Municipal que também tem o seu nome, na Guarda, disse, durante a sessão, que o galardoado “não é apenas um escritor, um poeta, um filósofo, mas verdadeiramente uma espécie de enciclopédia viva”.
No final da cerimónia, em declarações aos jornalistas, reafirmou essa ideia: “É, é. De facto, [Basilio Losada Castro] tem uma obra incrível, de traduções que nunca mais acabam. Uma obra inteira dedicada à divulgação do pensamento dele e do pensamento dos outros”.
“Eu nem sabia que ele alguma vez tinha ouvido falar em mim, agora disse-me que sim. Não quero mais como recompensa”, confidenciou.
O Prémio Eduardo Lourenço, no valor de 7.500 euros, este ano, foi atribuído pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI), com sede na cidade mais alta do país, ao professor, investigador, tradutor, crítico literário e escritor espanhol Basilio Losada Castro, de 88 anos.
O júri “reconheceu o mérito de Basilio Losada como filólogo e investigador da língua e cultura galega e portuguesa, que reúne na sua biografia uma característica que o singulariza no contexto das relações e estudos de natureza ibérica: é natural da Galiza e estudioso da sua cultura e literatura, e foi o primeiro catedrático de Filologia Galega e Portuguesa na Universidade de Barcelona, onde desenvolveu a sua vida profissional”.
O galardoado disse aos jornalistas que nunca sonhou com o prémio que hoje recebeu, mas “é um prémio muito importante”.
Já o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, disse que o galardão, que este ano entregou ao premiado, distinguia “uma das mais proeminentes personalidades da cultura galega”.
Instituído em 2004 pelo CEI, o prémio destina-se a galardoar personalidades ou instituições com “intervenção relevante no âmbito da cultura, cidadania e cooperação ibéricas”.
Com o nome do ensaísta Eduardo Lourenço, mentor e diretor honorífico do CEI, o prémio já distinguiu várias personalidades de relevo de Portugal e de Espanha.
Nas edições anteriores receberam o Prémio Eduardo Lourenço a professora catedrática Maria Helena da Rocha Pereira, o jornalista Agustín Remesal, a pianista Maria João Pires, o poeta Ángel Campos Pámpano, o professor catedrático de direito penal Jorge Figueiredo Dias, os escritores César António Molina, Mia Couto, Agustina Bessa-Luís e Luís Sepúlveda, o jornalista e escritor Fernando Paulouro das Neves, o teólogo José María Martín Patino e os professores e investigadores Jerónimo Pizarro e Antonio Sáez Delgado.

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