Eduardo Lourenço considera Fernando Paulouro um escritor “muito atento” à realidade nacional

O ensaísta Eduardo Lourenço considerou hoje, na Guarda, que o jornalista, escritor e cronista Fernando Paulouro Neves, galardoado com a edição 2017 do prémio com o seu nome, é um escritor “muito atento” à realidade nacional.
“Os outros prémios [Eduardo Lourenço atribuídos] até aqui, eram de pessoas conhecidas, mas não tinham uma ligação direta à nossa província e, desta vez, é um beirão, realmente, que conhece esta realidade que é a nossa, que nos cerca. Nasceu na nossa província, conhece a nossa província, é um filho dela e é um escritor de facto muito atento (…) à dificuldade da nossa vida atual”, disse Eduardo Lourenço aos jornalistas.
O ensaísta falava no final da cerimónia da entrega do Prémio Eduardo Lourenço 2017, realizada hoje na Sala Tempo e Poesia da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda.
Sobre Fernando Paulouro Neves disse que é também um escritor “muito atento àquilo que se passa, e [tem] um grande olhar crítico sobre a realidade portuguesa” e “deseja um futuro mais europeu ainda do que é hoje o nosso Portugal”.
Em sua opinião, este ano o prémio com o seu nome, conferido pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI), está “mais que bem atribuído” e “é o prémio certo, para a pessoa certa”.
O Prémio Eduardo Lourenço, no valor de 7.500 euros, este ano, foi atribuído pelo CEI, com sede na cidade mais alta do país, ao jornalista, escritor e cronista Fernando Paulouro Neves, pela sua “notória vocação cultural e cívica, desenvolvida ao longo dos últimos 50 anos no Jornal do Fundão, órgão de referência na história da imprensa nacional, onde foi jornalista, chefe de redação e diretor”.
O galardão teve a sua primeira edição em 2004 e já distinguiu várias personalidades de relevo de Portugal e de Espanha.
Nas edições anteriores receberam o Prémio Eduardo Lourenço a professora catedrática Maria Helena da Rocha Pereira, o jornalista Agustín Remesal, a pianista Maria João Pires, o poeta Ángel Campos Pámpano, o professor catedrático de direito penal Jorge Figueiredo Dias, os escritores César António Molina, Mia Couto, Agustina Bessa-Luís e Luís Sepúlveda, o teólogo José María Martín Patino e os professores e investigadores Jerónimo Pizarro e Antonio Sáez Delgado.
O CEI foi criado a partir de um desafio lançado por Eduardo Lourenço, natural de São Pedro do Rio Seco, no concelho de Almeida, distrito da Guarda, na sessão solene comemorativa do oitavo centenário do Foral da Guarda, em 1999. Surgiu em resultado de uma parceria que envolveu inicialmente a Câmara Municipal da Guarda e as Universidades de Coimbra e de Salamanca e, mais tarde, o Instituto Politécnico local.

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