Escocesa que enterrou cadáver do marido em Celorico da Beira condenada a pena de multa

Uma mulher escocesa de 52 anos que enterrou o cadáver do marido numa quinta de Linhares da Beira foi condenada a pena de multa pelo tribunal de Celorico da Beira. Segundo a sentença a que a agência Lusa teve acesso, a mulher, professora de profissão, actualmente desempregada, foi condenada pela prática de um crime de profanação de cadáver, ou de lugar fúnebre, ocorrido em 08 de Dezembro de 2016, numa pena de multa no valor de 790 euros.
A sentença proferida pelo Tribunal de Celorico da Beira condena a arguida numa pena de 160 dias de multa à taxa diária de cinco euros, «descontando dois dias de detenção», fixando a pena «em 158 dias de multa à taxa diária de cinco euros, num total de 790 euros» e a «prisão subsidiária em 105».
Foi ainda decidido condenar a mulher no pagamento das custas processuais, fixando o tribunal “a taxa de justiça devida no mínimo».
A advogada de defesa da arguida, Andreia Fonseca, contactada hoje pela agência Lusa, disse que vai recorrer da sentença.
De acordo com a acta de audiência de discussão e julgamento, que decorreu numa única sessão, em 27 de Fevereiro, naquele dia foram ouvidos a arguida, duas testemunhas de acusação (inspetores da Polícia Judiciária da Guarda) e uma testemunha arrolada pela arguida.
A mulher foi detida pela Polícia Judiciária no dia 09 de Fevereiro de 2017 e no dia 11 foi presente ao juiz do Tribunal de Celorico da Beira, que lhe aplicou a medida de coação de apresentação periódica no posto da GNR local e termo de identidade e residência.
No dia 11 de Fevereiro, a escocesa era para ser julgada em processo sumário, mas a advogada Andreia Fonseca pediu um prazo para preparar a defesa e o julgamento ficou adiado.
Em comunicado, a PJ explicou na altura que o cadáver, «que se julga ser de um escocês de 59 anos, foi localizado e exumado» no dia da detenção da mulher, numa quinta das proximidades de Linhares da Beira, concelho de Celorico da Beira, «por elementos da Polícia Judiciária da Guarda e do Laboratório de Polícia Científica».

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