Finalmente a escolha

Agora que os “mentideros” do costume estão encerrados, por força das medidas de confinamento geral, os rumores e boatos políticos, continuam a ter os seus mecanismos de propagação, sendo que, segundo algumas fontes bem colocadas, no decorrer da presente semana (segunda de Março), Rui Rio deve finalmente anunciar qual o nome escolhido para candidato pelo PSD à Câmara Municipal da Guarda.

Este anúncio, que peca por tardio, não constituirá grande surpresa pois quase certamente recairá sobre o actual Presidente, como recorrentemente o tenho vindo a afirmar. Aliás, desde o início de Julho do ano passado, a Comissão Política Nacional do PSD tinha definido critérios donde sobressaía o princípio de que os autarcas em exercício de funções, caso quisessem e pudessem, poderiam recandidatar-se, não obstante esta máxima estar condicionada à análise de situações de natureza política e partidária locais.

Apesar da possibilidade nunca ser de excluir, nunca senti que tal condicionante fosse um entrave a Carlos Chaves Monteiro, dado o elevado risco de incerteza associado a experiências autárquicas criativas em pleno cenário conjuntural pandémico, como aquele que actualmente estamos a viver.

Claro está que após a liderança forte, assertiva e carismática de Àlvaro Amaro, não seria fácil a ninguém, suceder a um dos maiores senadores do PSD, pois como a história mundial nos tem mostrado, após um grande líder, é muito difícil para quem o substitui, sobressair nesse campo.

No entanto, Carlos Monteiro soube paulatinamente criar a sua marca e afirmar-se com um perfil comportamental muito próprio, grangeando o reconhecimento de uma grande fatia da população em geral. Desde já, lembremo-nos que não teve um mandato nada fácil, não só do ponto de vista político, caracterizado principalmente pela tomada de posição em relação a um vereador do executivo herdado, mas acima de tudo, pela gestão da edilidade num cenário pandémico.

Parece-me que é por demais evidente que o Presidente da Câmara soube manter um espírito extremamente resiliente, bem como, uma calma e um equilíbrio indispensáveis a um perfeito controlo e resolução das situações e problemas que foram surgindo. Poder-se-á até dizer que as ameaças se transformaram em oportunidades, ou no mínimo, constituíram-se como trampolins de aprendizagem para um melhor desempenho futuro.

Os próximos anos não serão fáceis, desde já, porque estamos a atravessar uma grave crise económica e social, imposta pela pandemia de Covid-19. Por outro lado, é necessário dar resposta a um sem número de realizações e compromissos assumidos com os guardenses. Todos estes factores conjugados exigirão uma liderança experimentada, coesa, responsável e determinada, mas também obrigam a uma unidade política ímpar e a uma lealdade partidária sem reservas, assim exista consciência, inteligência e visão estratégica para reconhecer a gravidade do momento e o muito que se tem a ganhar ou a perder, consoante o caminho escolhido.

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