“Labirinto do Mercador” estreia esta Sexta-feira na Guarda

Estreia esta Sexta-feira na Guarda “Labirinto do Mercador”, espectáculo que resulta do desafio lançado pela Rede Artéria a Graeme Pulleyn e integrado no “Verão em Alta”, programa de animação que a autarquia promove até início de Setembro. A estreia está agendada para as 21h30 na Rua Direita, estando previstas mais duas sessões, à mesma hora, nos dias seguintes.
“Labirinto do Mercador”, da Nicho Associação Cultural, encenado por Graeme Pulleyn, «é feito de encontros, entre o velho e o novo, o passado e o presente, amigos e inimigos, homens e mulheres, judeus e cristãos, israelitas e palestinianos, músicos e actores, amadores e profissionais…». «Os pontos de partida são vários: as ruas da antiga judiaria da Guarda, as histórias e memórias das pessoas e das pedras que nelas vivem e viveram, o Mercador de Veneza de William Shakespeare, reflexões nossas sobre conflitos que parecem não ter solução, ontem, hoje e amanhã…», adianta a Rede Artéria na página oficial do projecto.
O acto criativo é por si «labiríntico». «Começámos com um pequeno grupo de artistas, músicos e actores que vagueiam por algumas das ruas mais antigas da cidade da Guarda em busca de inspiração e acabámos com uma única saída – um espectáculo que vagueia pelas ruas desta e outras cidades. A verdade é que nunca há uma única saída. Existem tantas quanto a nossa imaginação é capaz de produzir», explica, destacando ser esse «o lema do espectáculo-jogo-viagem no qual o público do “Labirinto do Mercador” é convidado a embarcar».
Depois da estreia na Guarda, o espectáculo vai estar em itinerância durante o mês de Setembro. Primeiro apresenta-se em Tábua, dia 8, depois em Viseu, dia 22, e, a 29, na Figueira da Foz.
Artéria é uma rede de programação cultural que, durante dois anos, vai criar e fazer circular espectáculos em oito concelhos da região Centro, nomeadamente Belmonte, Coimbra, Figueira da Foz, Fundão, Guarda, Ourém, Tábua e Viseu. Esta junta artistas convidados a trabalhar nos contextos de cada um desses locais com os municípios, instituições académicas, agentes e estruturas sociais/culturais.
Coordenado academicamente pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e artisticamente pelo Teatrão, o projecto realiza a sua programação em espaços patrimoniais recuperados ou em processo de requalificação e em equipamentos culturais das referidas cidades.
No caso concreto da Guarda, a criação artística organiza-se a partir da Antiga Judiaria, descobrindo como a cidade cresceu e se modificou. A criação procurará também ser um meio de transporte para novas relações e novos públicos, dando origem a outros olhares, a novas cumplicidades, numa dimensão de mudança ou transformação da relação da própria comunidade com este território específico.

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