Ministro do Planeamento diz que a redução das portagens permitiu poupar «dezenas de milhões de euros» aos utentes

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, reconheceu hoje que a redução das portagens nas antigas Scut (vias sem custos para o utilizador) permitiu «poupar dezenas de milhões de euros aos utentes».
Segundo o ministro, a redução feita em Agosto de 2016 de 15% nos preços das portagens nas autoestradas, para favorecer a mobilidade no Interior do país, «foi significativa» e «já permitiu poupar dezenas de milhões de euros aos utentes ao longo deste período».
Pedro Marques falava aos jornalistas, na cidade da Guarda, à margem da cerimónia de inauguração da Residência de Estudantes da Fundação João Bento Raimundo, que custou 1,3 milhões de euros, e tem capacidade para acolher 107 estudantes da Escola Profissional Ensiguarda.
Questionado pelos jornalistas sobre uma eventual abolição, como é reclamado pelas Comissões de Utentes das autoestradas A23 e A25, referiu que tal medida teria um impacto «muito significativo» nas contas públicas. «As pessoas têm que ter presente, e todos temos presente – obviamente, por alguma razão as portagens foram introduzidas nestas autoestradas – que as ditas receitas de portagens têm um impacto nas contas públicas e nós, se abolirmos essas portagens, temos um impacto muito significativo nas contas públicas», disse.
Pedro Marques explicou que o Governo está a analisar os resultados da política que implementou, «sempre com prioridade, e neste momento sempre com a maior atenção possível, à situação exatamente das empresas e do emprego, e naturalmente ao transporte de mercadorias no contexto destas regiões».
Assegurou que no trabalho a desenvolver na ferrovia e nas auto-estradas «a prioridade será sempre, há de ser sempre, por melhores condições para o transporte de mercadorias, para a fixação de empresas no Interior».
Depois de referir que os movimentos de utentes que reclamam a abolição das portagens nas antigas Scut «não andam nada a perder tempo», disse compreender que «tenham uma ambição».
Também disse que os movimentos reconhecerão que o Governo fez a primeira «alteração importante com a redução das portagens já realizada» e está a analisar «o que se pode fazer do ponto de vista de reforçar as políticas que favoreçam a mobilidade das empresas e do emprego» nas regiões do Interior.
O governante esteve hoje na Guarda, no dia em que a Plataforma de Entendimento para a Reposição das Scut na A23 e na A25 realiza uma marcha lenta/buzinão, com início às 17:00, contra as portagens nas autoestradas A23 (Guarda-Torres Novas) e A25 (Aveiro-Vilar Formoso).

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