Município da Guarda quer comprar campo de futebol do Mileu por 120 mil euros

Tendo em vista ampliar a zona industrial, a Câmara da Guarda pretende comprar três terrenos, um dos quais é o campo de futebol do Mileu, que, recorde-se tinha sido adquirido em 2015 por 40 mil e um euros e que, passado três anos, o proprietário colocou-o à venda por um valor nove vezes superior, isto é, 360 mil euros. Na proposta que vai amanhã ser submetida a discussão e votação, a autarquia está disposta a pagar 120 mil euros pelo espaço para aumentar a zona industrial. Para além deste terreno, o Município pretende comprar mais dois. A proposta que engloba os três terrenos envolve um montante de 352 mil euros.

O terreno do Mileu, oficialmente conhecido por “Campo António dos Santos”, era propriedade do Mileu Guarda Sport Clube e está desde 2015 nas mãos de Paulino Subtil, que o adquiriu em hasta pública ao ter licitado mais um euro do que o valor avançado pela Câmara da Guarda. O município ainda reagiu oferecendo 50 mil euros, mas o sistema já não validou a proposta.

Na altura, o então presidente da autarquia, Álvaro Amaro, garantiu que a oferta foi feita trinta segundos antes de terminar o prazo. O Município recorreu ao Governo e à Direcção Geral de Finanças para justificar que tinha feito essa licitação a poucos segundo do final mas não lhe foi dada razão. Isto mesmo recordou em Maio de 2018 ao TB o então vice-presidente (agora presidente), Carlos Chaves Monteiro, adiantando que obtiveram como resposta que «a Câmara não tem direito especial sobre o imóvel e que a proposta feita na hasta pública não pode ser válida porque entrou um segundo fora de tempo».

O campo ficou, assim, nas mãos de Paulino Subtil, que três anos depois o colocou à venda na Internet. O terreno tem uma área total de 13.300 metros quadrados, sendo que a área descoberta é de 12.644 m2 e a coberta de 650m2.

Em meados de Junho de 2017, a autarquia aprovou a declaração de utilidade pública para poder expropriar aquele terreno, tendo na altura o então autarca Álvaro Amaro justificado que o município estava «empenhado em ser proprietário daquele espaço» para ali instalar num relvado sintético. O valor da expropriação poderia rondar os 70 mil euros.

Certo é que, até agora, o “Campo António dos Santos” continua nas mãos de Paulino Subtil e a autarquia está disposta a pagar 120 mil euros pelo espaço, como consta da proposta que será amanhã submetida a discussão e aprovação na reunião quinzenal do executivo municipal.

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