Nasceram menos crianças no distrito da Guarda nos primeiros dois meses do ano

Os dados do teste o pezinho, do Programa Nacional de Rastreio Neonatal, coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), indicam que nos primeiros dois meses do ano nasceram menos crianças em Portugal do que em igual período do ano passado. E a tendência é transversal a todos os distritos. No distrito da Guarda nasceram 86 bebés, menos 57 do que nos dois primeiros meses do ano passado. Em Janeiro e Fevereiro do ano passado nasceram 143 crianças. O distrito da Guarda é o terceiro do país com menos nascimentos este ano, com os distritos de Bragança e de Portalegre a registarem números ainda mais baixos, 71 e 81 respectivamente. Em Bragança nasceram menos 40 do que no ano passado e em Portalegre menos 15 bebés.

A redução do número de nascimentos confirma-se também no número de partos realizados na maternidade do Hospital da Guarda. Apesar do site da transparência do Serviço Nacional de Saúde só ainda ter dados referentes ao mês de Janeiro regista-se uma diminuição relativamente ao primeiro mês do ano passado. Este ano foram feitos 40 partos e no ano passado no mesmo período foram 48.

A nível nacional, os dados do teste pezinho indicam que nos dois primeiros meses do ano foram estudados 11.248 recém-nascidos que comparando com igual período do ano passado representam menos 2.694 nascimentos. (13.942).

O distrito de Lisboa foi o que rastreou mais recém-nascidos em Janeiro e Fevereiro deste ano, totalizando 3.345, menos 713 comparativamente ao período homólogo de 2020, seguido do distrito do Porto, com 2.086, menos 453 face ao ano anterior. No mesmo período, Braga registou 812 nascimentos, menos 280, e Setúbal 798, menos 255 do que em 2020.

O Programa Nacional de Rastreio Neonatal arrancou em 1979 com o objectivo de diagnosticar crianças que sofrem de doenças genéticas que podem beneficiar de tratamento precoce, evitando a ocorrência de atraso mental, doença grave irreversível e até mesmo a morte. Apesar de não ser obrigatório, o Programa Nacional de Rastreio Neonatal tem actualmente uma taxa de cobertura de 99,5 por cento, sendo por isso um indicador fiável da natalidade em Portugal. É realizado entre o terceiro e o sexto dia do bebé e que consiste na recolha de gotículas de sangue através de uma picada no pé do bebé. Este exame permite diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são muito difíceis de diagnosticar nas primeiras semanas de vida e que mais tarde podem provocar atraso mental, alterações neurológicas graves, alterações hepáticas ou até situações de coma.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

O website do Terras da Beira utiliza cookies para melhorar e personalizar a sua experiência de navegação. Ao continuar a navegar está a consentir a utilização de cookies Mais informação

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close