Presidente da CIM defende que representante na administração da ULS deve ser «suprapartidário»

O presidente do Conselho Intermunicipal da Comuni-dade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE), Paulo Fernandes, defende que a escolha do representante para a administração da Unidade Local de Saúde deve ser feita «numa perspectiva supra-partidária», evidenciando que se trata de um assunto da área da saúde. O autarca, que é presidente da Câmara Municipal do Fundão, manifestou esta posição em declarações ao TB e à Radio Altitude, no final na reunião mensal do Conselho Inter-municipal, cuja ordem de trabalhos previa a escolha do elemento que vai representar a CIM-BSE na unidade de saúde. O assunto não foi discutido por alegada falta de tempo por parte de alguns autarcas em estudar a matéria, tendo em conta que o diploma prevê que a CIM proponha um vogal para a administração da ULS só tinha sido publicado em Diário da República quatro dias antes (Sexta-feira dia 10). A discussão deste assunto ficou adiada para a próxima reunião que deverá acontecer em meados de Março. Nos dias e horas que antecederam a reunião do Conselho Intermunicipal da CIM, os autarcas do PS tiveram alguns encontros para discutir o assunto e sabe-se que se preparavam para propor o nome de José Monteiro, actual presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira. Recorde-se que os autarcas do PS estão em maioria entre os 15 municípios dos distritos da Guarda e de Castelo Branco que integram a CIM-BSE. Detém a presidência de nove.
Paulo Fernandes disse que a ideia de adiar a discussão partiu dele próprio «perante a percepção que havia alguns colegas que não tinha noção» do diploma. Paulo Fernandes sustenta que a escolha deve resultar «do maior consenso possível» e de «preferência por unanimidade». Questionado sobre a melhor forma para se alcançar esse consenso, tendo em conta que há duas forças partidárias representadas no Conselho Intermunicipal, Paulo Fernandes disse que «a melhor estratégia é não alimentar especulações». O autarca sublinhou que estão todos «embuídos no espírito de encontrar o máximo consenso possível». Paulo Fernandes disse que não irá condicionar o processo defendendoquantos nomes devem surgir e escusou-se também a falar sobre o perfil que deverá ter a pessoa indicada. «Não vou falar qualquer frase minha que de alguma forma possa condicionar o máximo consenso. Todos temos alguma experiência nestes assuntos. Há uma maturidade muito relevante naquilo que toca a um consenso que temos tido durante muito tempo relativamente às deliberações da CIM. São raríssimas as vezes que há uma deliberação que não reúna unanimidade e é nesse sentido que irei trabalhar, é nesse sentido que irei promover os encontros que sejam necessários para que no momento da deliberação estejam reunidas as condições de preferência por unanimi-dade», sustentou.
Recorde-se que para além do vogal proprosto pela CIM, o novo diploma sobre as adminis-trações das ULS prevê que seja indicado um elemento pelo Ministério das Finanças. No caso da ULS da Guarda, há uma forte possibilidade que seja escolhido para este cargo Carlos Santos, dirigente socialista e antigo director regional do INATEL.
EG

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