ULS da Guarda esclarece questões levantadas por deputados CDS-PP

A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda esclareceu hoje um conjunto de questões apresentadas pelo CDS-PP, numa pergunta dirigida ao Governo através da Assembleia da República, no seguimento de demissões naquela instituição.
Numa pergunta enviada ao ministro da Saúde, os deputados do CDS-PP Isabel Galriça Neto, João Rebelo e Ana Rita Bessa interrogam se o governante está “em condições de confirmar o pedido de demissão de três diretores de serviço da ULS Guarda”.
A ULS refere em comunicado enviado à agência Lusa que “não houve pedido de demissão de nenhum diretor de serviços clínicos”, mas sim o “pedido de demissão de coordenadores de áreas de gestão integrada (blocos operatórios e da área cirúrgica), profissionais estes escolhidos e nomeados pelo atual Conselho de Administração (CA) para melhorar a articulação entre serviços clínicos, e ainda de uma das duas coordenadoras da Unidade de Cirurgia de Ambulatório”.
“Os dois primeiros resultaram de constrangimentos decorrentes da implementação de novas regras internas conducentes a um maior rigor na gestão dos materiais cirúrgicos e da resistência de aceitação das mesmas por alguns dos pares. A coordenadora da área cirúrgica manifestou, no entanto, a sua disponibilidade para continuar as suas funções como Adjunta da Direção Clínica”, esclarece.
A coordenadora da Unidade de Cirurgia de Ambulatório “apresentou o seu pedido de demissão por excesso de trabalho associado a esse cargo, que exerce em acumulação e sem prejuízo da sua atividade clínica, nomeadamente devido às crescentes exigências associadas à recertificação da unidade que cruzam com a falta de recursos humanos para tal”, indica.
“Ninguém manifestou querer sair por rutura com o atual CA e todos se prontificaram em continuar a colaborar com o mesmo”, garante a ULS.
Os deputados do CDS-PP também perguntaram ao titular da pasta da Saúde se tem conhecimento e confirma “as denúncias de várias irregularidades relacionadas com a compra de materiais, concursos e contratos de prestação de serviços” e se a presença de elementos da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) e da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) “já está relacionada com essas denúncias”.
O CDS-PP apontou ainda um concurso de cirurgia que terá sido aberto e logo depois anulado, por alegadas irregularidades denunciadas por um dos potenciais candidatos, e disse que “há outras denúncias de ilegalidades respeitantes ao contrato da ULS Guarda com uma empresa de segurança privada”.
Quanto ao concurso com a empresa de segurança, a ULS diz que este foi feito “com total transparência e com respeito a todas as disposições legais”, sendo “alheia aos motivos que presidiram a participação que os funcionários dessa empresa fizeram à ACT”.
Ainda segundo a nota, encontra-se naquela unidade um inspetor da IGAS “a fazer uma inspeção temática de rotina (…) marcada há mais de uma semana e sem qualquer elo de ligação com os factos apresentados”.
Quanto à anulação do concurso de cirurgia e de ortopedia, “o mesmo deveu-se à existência de um erro aritmético na fórmula do cálculo matemático, que legalmente poderia até não tornar necessária a sua anulação”.
No entanto, o CA “resolveu anular, de forma a afastar qualquer dúvida quanto à transparência na condução do mesmo”, lê-se.
A ULS/Guarda informa ainda que “neste momento continua com os processos dos concursos, quer dos diretores de serviço, quer de aquisição de material cirúrgico e ortopédico, garantindo a transparência, a concorrência e o rigor na sua condução”.

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