Município do Sabugal contra encerramento de Centro de Distribuição dos CTT

O executivo municipal do Sabugal manifestou-se contra o encerramento do Centro de Distribuição dos CTT e a centralização do serviço na Guarda, e apela à administração que reverta a decisão.

A autarquia refere, em comunicado enviado à agência Lusa, que «o encerramento do Centro de Distribuição dos CTT do Sabugal é mais um factor a agudizar o despovoamento» do concelho, «com o deslocamento e a centralização do serviço na Guarda». «É verdade que a prestação dos serviços dos CTT do Sabugal se mantém e não será afectada», refere a nota.

No entanto, a autarquia aponta que os funcionários, «que até aqui tinham o seu posto de trabalho no Sabugal, ao serem deslocados para a Guarda irão, compreensivelmente, equacionar a mudança de residência».

Tendo em conta a situação, o executivo camarário, por proposta do vice-presidente Vítor Proença, deliberou, hoje, por unanimidade, «repudiar veementemente a decisão dos CTT em encerrar o Centro de Distribuição do Sabugal» e «apelar à administração dos CTT para uma nova ponderação que reverta a decisão».

A autarquia decidiu ainda solicitar o agendamento de uma reunião com «carácter de urgência» à administração dos CTT.

O executivo municipal também deliberou «manifestar todo o apoio e solidariedade» para com os funcionários dos CTT afectados pela medida.

No comunicado, o município situado junto da fronteira com Espanha e que é presidido por António Robalo, garante o compromisso de «tudo fazer» para que a empresa reverta a decisão.

A câmara assinala na nota que «o despovoamento do interior associado à fraca atractividade destes territórios em fixar e atrair população tem causas profundas, causas a que não são alheias algumas medidas centralizadoras que deslocam muitos serviços locais para um âmbito mais regional ou nacional».

«Serviços essenciais que são, muitas vezes, garantia de uma presença eficaz do Estado, de proximidade aos cidadãos, de solidariedade e coesão nacional», acrescenta.

O comunicado refere, ainda, que as autarquias «têm desenvolvido um trabalho intenso, por vezes inglório, na luta pela preservação e manutenção de estruturas locais de prestação de serviços, quer da administração pública quer do sector privado».

Para a autarquia do Sabugal, «o encerramento de serviços tem consequência directa na perda ou deslocalização de postos de trabalho e, indirectamente, na privação das populações de serviços que garantiam condições, ainda que mínimas, de conforto e de satisfação de necessidades básicas».

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