Três mortos em lar da Santa Casa da Misericórdia de Trancoso

A Santa Casa da Misericórdia de Trancoso anunciou que morreram três pessoas num dos três lares da instituição, na sequência de um surto de covid-19.

Segundo o provedor Joaquim Duarte, os três utentes que faleceram residiam na Estrutura Residencial para Idosos (ERPI) 2 da Santa Casa da Misericórdia de Trancoso.

Numa nota enviada à agência Lusa, a instituição refere que na sequência de testes ao covid-19 realizados na Terça e na Quarta-feira, na ERPI 2, do universo de 58 utentes foram registados «três casos negativos e 55 positivos encontrando-se, destes, quatro hospitalizados na Guarda».

«Dos 41 funcionários a trabalhar nesta estrutura 16 apresentaram resultado positivo. Lamentamos profundamente o falecimento de três utentes desta estrutura”, acrescenta o provedor.

A Santa Casa da Misericórdia de Trancoso refere, ainda, que na ERPI 1, «do universo de 51 utentes regista-se, no momento deste comunicado, 49 casos negativos, número dos actuais residentes nesta estrutura».

Na mesma unidade de apoio a idosos foram detectados, anteriormente, dois casos de utentes com teste positivo, mas foram «deslocados para a ala covid do edifício do Lar II». Os 38 funcionários da ERPI 1 «testaram negativo».

A Misericórdia de Trancoso também realizou testes na ERPI de Cogula, tendo sido “sujeitos a testagem 24 utentes e 19 funcionários, todos eles com resultados negativos” para o SARS-CoV-2, vírus da covid-19.

O provedor garante que a direção da instituição “fará tudo o que estiver ao seu alcance” para providenciar a todos os utentes “as condições necessárias para poderem ultrapassar da melhor maneira possível esta fase difícil”.

A Santa Casa da Misericórdia de Trancoso lembra que no dia 28 de Dezembro foi sinalizado um caso positivo de covid-19, numa das suas estruturas de apoio a idosos, e, «de imediato, mandou testar todo o universo de utentes e funcionários».

Foram, então, detetados 13 utentes e três funcionárias com resultado positivo para o novo coronavírus que provoca a covid-19.

«Os resultados apresentados originaram a implementação imediata do plano de contingência e, segundo as indicações da Autoridade de Saúde Local/Unidade Local de Saúde da Guarda, a criação de uma ala Covid onde pudessem estar confinados e cuidados os casos positivos, além de outra ala destinada a casos sintomáticos que pudessem surgir, procurando evitar o contágio da doença», lê-se.

Segundo a fonte, «de toda esta situação foi informada a Segurança Social da Guarda, a Câmara Municipal de Trancoso e respectiva Protecção Civil, recebendo das mesmas a garantia do apoio necessário a esta situação, que embora não sendo extrema, era preocupante”.

«Apesar de todos os esforços e cumprimento de todas as indicações enviadas pela Autoridade de Saúde, não conseguimos estancar o contágio tendo continuado a aparecer alguma sintomatologia que levou a Mesa Administrativa da instituição a mandar efectuar nova despistagem da covid-19», conclui.

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