(19) 2020/2021

O ano de 2020 tinha tudo para dar certo. Começando por ser um ano capicua e nele se fazia fé como sendo uma excelente viragem para mais uma nova década que se aproximava.

Mas a verdade é que um 19, de covid 19, inverteu em pleno todas as espectativas e até as certezas que pensávamos ter e que nos faziam crer num 2020 que nos iria dar mais uma edição do suprassumo do desporto – os jogos olímpicos, que iria mudar os destinos dos EUA, concluir o BREXIT,…

Felizmente que alguns destes desígnios não se perderam como foi a afirmada vontade de mudança do presidente dos EUA e fechar-se um acordo, melhor ou pior, em termos de BREXIT. Se relativamente ao primeiro tenho a certeza que o planeta só terá a ganhar com esta mudança de líder, já relativamente ao BREXIT penso que teremos de esperar para ver as verdadeiras consequências ao nível de Portugal, da Europa e globalmente.

Deste já passado 2020 fica uma imagem de referência para a história que nenhum de nós imaginava ser possível neste milénio: A Máscara.

Mas se a vacina é um alento, a verdade é que os seus resultados só serão visíveis a médio prazo e até lá teremos de nos confrontar com uma economia devastada e uma sociedade em rutura ao nível do associativismo, da cultura, dos afetos e das vivencias.

Vamos começar um 2021 com a UE a ser presidida por Portugal e temos deixado marcas positivas nas anteriores lideranças. Faço votos para que tal se repita.

Vamos ter umas eleições presidenciais sem novidades relativamente ao vencedor, mas expetável no tocante ao resultado de André Ventura enquanto barómetro de como os portugueses veem a política e das tendências que vão alastrando de ideologias de extrema direita.

Vamos ter umas eleições autárquicas à volta das quais, localmente, existe ainda uma forte neblina e que em nada ajuda a qualificar e posicionar afirmativamente a Guarda no âmbito nacional e global.

Os votos, os desejos e os anseios para 2021 penso que serão comuns e transversais a todos nós tendo em conta o cenário negro que vivemos em 2020 e que, embora com uma nova esperança, passa para 2021. Para quê sonharmos e deambularmos quando sem o básico e essencial não é possível fazermos frente a outros desafios.

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