2017: O ano das autárquicas

As eleições para as autarquias, a reabertura dos tribunais de Fornos de Algodres e da Meda, a conclusão das obras de requalificação do Parque Municipal da Guarda e do Jardim José de Lemos, deverão ser alguns dos principais acontecimentos do ano que está prestes a começar. E será que ficará definido o futuro do Hotel Turismo da Guarda? Por se saber está também se Álvaro Amaro se recan-didata à Câmara da Guarda ou se opta por se apresentar às eleições em Coimbra.
Gustavo Brás
gbras.terrasdabeira@gmpress.pt

o primeirto trimestre do ano que está quase a começar deverão ficar definidos os candidatos às diversas autarquias do distrito. Uma das maiores dúvidas incide na Guarda. Será que o actual detentor do poder municipal se recandidata ou optará por arriscar liderar a lista do PSD em Coimbra? Álvaro Amaro ainda não deu até agora uma resposta publicamente. Apesar de alguma comunicação social referir que é «o nome que o PSD ambiciona para liderar a lista de Coimbra», não há nenhuma certeza de que isso venha a acontecer.
Tentar reconquistar as presidências de Aguiar da Beira, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Meda e Trancoso, são os grandes desafios que se colocam ao partido. No restante distrito, deverá haver recandidaturas em Gouveia (Luís Tadeu), Manteigas (José Manuel Biscaia), Pinhel (Rui Ventura), Sabugal (António Robalo) e Vila Nova de Foz Côa (Gustavo Duarte).
O PS também ainda não adiantou qualquer nome para tentar reconquistar o poder autárquico na capital do distrito. Quantos aos restantes municípios, em Aguiar da Beira deverá dar novamente o apoio institucional à recandidatura independente de Joaquim Bonifácio. No caso de Almeida, em que o actual presidente, António Baptista Ribeiro (PSD), atingiu o terceiro mandato, os socialistas vão tentar ver nisso uma oportunidade para conquistar o poder. Em Celorico da Beira, o candidato será José Albano Marques, ex-líder distrital do PS. Esmeraldo Carvalhinho, que há três anos perdeu a presidência da autarquia de Manteigas para o social-democrata José Biscaia, deverá avançar. Em Figueira de Castelo Rodrigo e Fornos de Algodres vão recandidatar-se os actuais detentores da presidência, respectivamente, Paulo Langrouva e Manuel Fonseca. O mesmo poderá acontecer na Meda com Anselmo Sousa e em Trancoso com Amilcar Salvador.
Em Gouveia, os socialistas tudo farão para reconquistar a presidência perdida há 15 anos. Em Seia, Carlos Filipe Camelo deverá avançar para o seu terceiro e último mandato. Para Vila Nova de Foz Coa ainda não se sabe em quem é que os socialistas vão apostar.
O CDS do distrito da Guarda quer surgir, na próximas autárquicas, com o maior número de candidaturas, em que apenas surja o símbolo do partido. Quanto a coligações, ainda nada está definido.

Permanece a dúvida sobre
o futuro do Hotel Turismo
Contrariamente ao que os socialistas da Guarda pretendem, o Governo deverá avançar com uma terceira hasta pública para venda do hotel, podendo ter a opção de arrendamento. Isto mesmo foi confirmado pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, em Outubro, que adiantou que a hasta pública só avançará quando houver o máximo de garantias de que terá efeitos positivos, evitando, assim, o que aconteceu nas duas anteriores.
Logo na primeira reunião do executivo municipal da Guarda que decorreu após estas declarações, o presidente da autarquia, Álvaro Amaro, comentou que «o que o Estado deve é ir progressivamente aumentando as condições de acesso à compra do imóvel».
As declarações da secretária de Estado do Turismo não foi de encontro às expectativas criadas pelos socialistas, que esperavam sensibilizar Ana Mendes Godinho para o Governo reactivar o projecto inicialmente delineado para transformar o Hotel numa unidade de quatro estrelas com escola de hotelaria. Foi com essse objectivo que o Estado adquiriu, em 2010, aquele imóvel, tendo pago à autarquia 3,5 milhões de euros.
Em 2015, a Direcção Geral do Tesouro e Finanças realizou uma hasta pública para venda do edifício que ficou deserta. O imóvel foi posteriormente colocado à venda, pelo valor de 1,7 milhões de euros, através de um concurso público de arrendamento com opção de compra, mas o processo caíu por terra. É que, a Visabeira Turismo, que tinha vencido o concurso, desistiu porque entendia que não deveria suportar as rendas do imóvel, que eram de cerca de cinco mil euros mensais, desde o momento da assinatura do contrato e a abertura do hotel, que corresponderia uma verba de aproximadamente 180 mil euros.
O presidente da Câmara da Guarda anunciou no passado dia 21 de Outubro, durante o jantar que assinalou os três anos da tomada de posse do executivo (coligação PSD/CDS) que lidera, que a autarquia comprará o Hotel de Turismo se for realizada a terceira hasta pública e não surgirem empresários privados para a sua aquisição.

A aposta da autarquia da Guarda em dois projectos ambientais
A Câmara da Guarda prevê investir três milhões de euros em dois projectos ambientais, um de despoluição dos rios Noéme e Diz e outro de criação de passadiços no rio Mondego. O presidente da autarquia, Álvaro Amaro, explicou, na cerimónia comemorativa do Dia da Cidade, que o Município encomendou o plano estratégico a Pedro Teiga para que os dois cursos de água sejam «rios com vida» e devolvidos à população. O outro projecto, dos “Passadiços do Mondego”, contemplará a criação de 11 quilómetros de passadiços e de pontes suspensas no vale do rio Mondego, no território do concelho da Guarda e o estudo prévio foi apresentado por Fernando Domingues.
A recuperação dos antigos Paços do Concelho e a construção de um novo edifício no Jardim Teles de Vasconcelos deverão ficar concluídas no próximo ano. Os espaços vão albergar a sede da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela e da Comissão Vitivinícola da Beira Interior.

A esperança no Programa Nacional
para a Coesão Territorial
Ao longo do próximo ano e do seguinte ficar-se-á a saber que mudanças vão sendo operadas pelo Programa Nacional para a Coesão Territorial, que engloba 164 medidas para combater a tendência de desertificação do Interior, que prevê um quadro fiscal mais favorável e a reabertura de diversos serviços públicos. Entre as medidas aprovadas estão incentivos de 40% da remuneração base para colocação de médicos em zonas carenciadas, a articulação entre os politécnicos e universidades do Interior, benefícios fiscais para as pequenas e médias empresas que se instalem no Interior e a reactivação de 20 tribunais encerrados (entre os quais o de Fornos de Algodree eda Meda) e a reclassificação de 23 antigas secções de proximidade (como é o caso do Sabugal).

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