2021, tenho Esperança em ti!

Com 2021 a aproximar-se é tempo de olhar para o ano que agora está a terminar e analisá-lo. Costumo fazer este exercício todos os anos. É tipo uma terapia, onde revejo o que fiz ao longo dos últimos meses. A ideia é procurar melhorar e corrigir as coisas, que a frio e à distância dos acontecimentos me parece que não devia ter feito desta ou daquela forma. Se depois faço diferente, isso já é outra história.

Este 2020 foi estranho. Trocámos os beijos e os abraços por toques de cotovelo. Se algum dia pensámos que tal podia vir a acontecer…

Também não nos ocorria que pela frente vinham tão grandes desafios e muitas mudanças. Com tanta coisa, nem dei pelo tempo passar. Não sei se por andar absorta nas correrias do dia-a-dia, se por todas as circunstâncias que todos tão bem conhecemos. Sei, no entanto, que foi um ano de perdas. Perdi a minha liberdade. Vá perdemos todos. Perdi o Natal de uma forma inesperada e praticamente à hora de jantar de consoada. O ano novo, esse, também já foi. Não que houvesse grandes planos, mas também já não vai ser como pensado. Parece que tenho que me habituar a não ter nada como garantido. Aliás, por tudo o que vivemos este ano, já devia ter aprendido essa lição. Perdi abraços, beijos, convívios que espero poderem ser retomados em breve, e com retroativos. Mas, caramba, 2020 também me trouxe ganhos. E que ganhos. “Mãe… mãe”, foi a palavra que passei a ouvir vezes sem conta, de dia e de noite, e que tanto me enche o coração, se bem que por vezes me deixa exasperada e que me leva a dizer “ chama também pelo pai”.

Há lá coisa que pague o sorriso de um filho a correr para ti de braços abertos? Estas pequenas coisas, que hoje valorizamos mais por estarmos privados de afetos, fazem esquecer as agruras da vida.

E porque comecei a falar em balanços e em análises, apesar de tudo, o fiel da balança pende para o ganho. Saio deste malogrado ano, assim apelidado por muitos, com esperança. Esta é uma palavra que tenho ouvido muito nos últimos dias. Esperança que em breve a normalidade regresse. Esperança que em breve possa dar os beijos e os abraços que não dei este ano.

2021, tenho Esperança em ti!

Ana Varela, jornalista

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