A simbologia da 13ª eleição autárquica

Estamos a cerca de um ano da próxima eleição autárquica, a décima terceira desde a instauração do regime democrático em Portugal.

Supersticiosamente, o número 13, desde sempre suscitou os mais extremos sentimentos pois, se uma boa parte da população faz uma associação do mesmo ao azar e acontecimentos nefastos, um significativo grupo associa-o à sorte e bons presságios. Poucos são os que lhe ficam indiferentes.

Curiosamente, a próxima eleição autárquica na Guarda, será, a meu ver, uma das mais sui generis de que há memória, uma vez que, coincidentemente ou não, o alinhamento das estrelas, tanto no PSD como no PS, traduz uma certa dose de esoterismo, à qual a simbologia do 13 não será alheia.

Sem qualquer desprimor ou desconsideração pelas outras forças políticas que venham a concorrer a essa eleição, o mais provável e expectável é que a disputa far-se-à entre os dois principais partidos com maior expressão concelhia. Sempre assim foi e de momento, nada indicia que esta ordem se altere.

No caso do partido que exerce o poder na Câmara da Guarda, segundo os cânones normais, o actual presidente seria, se assim o desejasse, candidato a um próximo mandato e faria o seu percurso com o apoio político das estruturas concelhias do seu partido, com a respectiva homologação e ratificação da sua escolha pelos órgãos distritais e nacionais. Estava resolvido o problema. No entanto, dada a aparente turbulência estrelar, duas outras alternativas parecem surgir neste cenário cósmico. Uma delas, prende-se com o possível desejo de candidatura do actual presidente da concelhia, com o apoio inequívoco da estrutura que dirige, mas podendo encontrar oposição, ou não, nas estruturas que hierarquicamente superintendem esta matéria. A acontecer, não lhe retirando qualquer legitimidade, poderá eventualmente ser um foco de ruído, pois será necessário explicar à população o porquê da não recondução do actual presidente, uma vez que, segundo os usos e costumes seria a escolha mais normal.

Neste alinhamento planetário, acresce ainda uma outra possibilidade que as instâncias a nível superior poderão eventualmente ponderar e que passa pela escolha de uma terceira via em detrimento dos dois possíveis candidatos atrás citados. A concretizar-se, esta será a solução mais radical e que maior risco eleitoral correrá, pois deixará de ser uma decisão das bases para passar a ser uma imposição das cúpulas, não sendo tradicionalmente encarada de bom grado pelos votantes tradicionais.

No caso do PS, segundo a comunicação e redes sociais nos vão informando, as coisas estão sensivelmente dentro da mesma onda esotérica.

Há um presidente de concelhia que tem legitimidade, vontade e apoio para ser candidato, existindo contudo, outros militantes que preferem escolhas diferentes. A baralhar a equação, subsistem ainda autarcas de outras paragens que ponderam mudar de geografia e apontar o alvo à capital de distrito.

Resumindo e concluindo, vive-se um clima de incerteza e indefinição, coadjuvado e amplificado pelo fantasma da pandemia que infelizmente ainda grassa entre nós.

Voltando ainda à numerologia da 13ª eleição autárquica, a carta XIII no Tarot, significa o fim de um ciclo, não no sentido do desaparecimento, mas sim no do renascimento, que trará mais luz e sabedoria ao quotidiano. E como estas coisas da astrologia têm sempre várias interpretações que encaixam em todos e qualquer um, enquanto contemplamos as estrelas, aguardemos pela mensagem política da realidade!

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