Agência da CGD de Almeida na lista das 61 que vão fechar numa primeira fase

A agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) de Almeida integra a lista dos 61 balcões que vão fechar na primeira fase do plano de redução de custos, segundo a «lista actualizada e revista» enviada à comissão parlamentar de recapitalização e gestão do banco público.
Datado de 22 de Março, o documento enviado pelo presidente do conselho de administração da CGD, Rui Vilar, indica que deverão encerrar «nesta fase» 18 agências na área da Grande Lisboa, 15 a Norte, 15 a Sul e nas regiões autónomas e 13 na zona Centro.
Anteriormente, o plano apontado passava pelo encerramento de 70 balcões, cerca de 50 no final deste mês e os restantes até final do ano. A reavaliação da lista de agências a fechar foi negociada com Bruxelas pela anterior administração do banco público, liderada por António Domingues, e é uma das contrapartidas acordadas para que a recapitalização da CGD que está a decorrer, num montante superior a 5.000 milhões de euros, não seja considerada ajuda de Estado.
No centro, a previsão é de fecharem as agências da CGD em São Bernardo (Aveiro), Cucujães (Oliveira de Azeméis), Atouguia da Baleia (Peniche), Silvares (Fundão), Febres (Cantanhede), Caranguejeira (Leiria), Pousos (Leiria), Aida (Aveiro), Souselas (Coimbra), Branca (Albergaria-a-Velha), Almeida, Universidade de Coimbra- Pólo II e Instituto Politécnico de Viseu.
Desde há semanas que os encerramentos têm provocado contestação do poder político local, como são os casos de Almeida, no distrito da Guarda, Marvão, no Alto Alentejo, freguesia do Teixoso, na Covilhã, Santa Margarida, concelho de Constância, e Golegã, ambas no distrito de Santarém.
Fonte do Sindicato dos Tra-balhadores do Grupo Caixa já tinha dito à Lusa que estão preocupados com encerramento de balcões, sobretudo nos casos de sedes de concelho e também adiantou que está previsto o fecho do balcão das Lajes do Pico, nos Açores.
O PS pediu na passada semana ao Governo para esclarecer se a reorganização da rede de balcões garante a «salvaguarda mínima de cobertura» territorial por concelho e questionou quais os critérios para a redução de efectivos, num requerimento enviado ao executivo.
A CGD apresentou prejuízos históricos de 1.859 milhões de euros no ano passado, dez vezes mais do que os resultados negativos de 171 milhões de euros de 2015, o que foi justificado pela constituição de novas imparidades (perdas potenciais, sobretudo para crédito) num montante superior a 3.000 milhões de euros.

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