Águas de Lisboa e Vale do Tejo passa a designar-se Águas de Vale do Tejo

A empresa Águas de Lisboa e Vale do Tejo (AdLVT), que tem sede na Guarda, deverá passar a designar-se Águas de Vale do Tejo, uma vez que cerca de 30 municípios da zona de Lisboa vão sair para depois constituírem dois novos sistemas multimunicipais: Águas do Tejo Atlântico e SIMARSUL (Sistema Integrado Multimunicipal de Águas Residuais da Península de Setúbal). As restantes autarquias (incluindo as que estavam integradas na ex-Águas do Zêzere e Côa) vão ter de aprovar, no próximo dia 12 de Dezembro, estas novas alterações na AdLVT.
A informação foi prestada na passada Sexta-feira pelo secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, após uma reunião com os representantes das autar-quias que deverão manter-se na Águas de Vale do Tejo, que assegurou que a sede se manterá na Guarda.
Aquele membro do Governo garantiu também que a reestruturação do sector das águas, que entrou em vigor no passado dia 12, não afectará a tarifa que estava preconizada no projecto da AdLVT. «Isso vai ser conseguido através de mecanismos de compensação e solidariedade regional que vão ser obtidos, por um lado, cerca de 30% através de uma contribuição tarifária acrescida dos municípios das áreas metropolitanas, que compre-endem também as parti-cularidades destes territórios terem tido menos fundos comunitários para os seus investimentos, se dispuseram a dar esse contributo à solução que estamos a desenhar», adiantou. O restante 70% do valor, acrescentou, «será transferido pelo fundo ambiental que foi constituído em Junho deste ano, em que uma boa parte da verba vem do fundo do carbono, que já apoiava o défice tarifário da energia eléctrica e que passará também a disponibilizar verbas para algum desvio tarifário, neste caso, dos sistemas das Águas do Norte e das Águas de Lisboa e Vale do Tejo».
Carlos Martins admite que são «valores signifi-cativos». Isto é, «no primeiro quinquénio serão cerca de 14 milhões de euros de contribuição tarifária acrescida e cerca de 24 ou 25 milhões de euros do fundo ambiental».
A AdLVT foi criada a 29 de Maio de 2015, integrando 86 municípios e uma população abrangida de 3,8 milhões de habitantes, numa área territorial correspon-dente a 33 por cento do território continental português. Este sistema resultou da agregação dos sistemas multimunicipais de abastecimento de água e de saneamento do Norte Alentejano; de abastecimento de água e de saneamento do Centro Alentejo; de abastecimento de água e de saneamento do Alto Zêzere e Côa; de abastecimento de água e de saneamento de Raia, Zêzere e Nabão; de abastecimento de água e de saneamento do Oeste; de saneamento da Costa do Estoril; de saneamento da península de Setúbal; e de saneamento do Tejo e Trancão, conforme preco-nizado no PENSAAR 2020, a nova estratégia para o sector publicada em 2014.
A sede da AdLVT ficou na Guarda e deverá manter-se, mas agora com a nova designação “Aguas de Vale do Tejo”, assegurou o secretário de Estado do Ambiente, acrescentando que os meios deverão ser reforçados.
Quanto ao diferendo com os municípios sobre as dívidas à Águas de Portugal, Carlos Martins lamentou que seja «um assunto que não corre com o ritmo» que desejaria, mas «está a decorrer com tranquilidade».

Comentar

. logged in para comentar.

Artigos relacionados

SiteLock

Voltar para o topo

O website do Terras da Beira utiliza cookies para melhorar e personalizar a sua experiência de navegação. Ao continuar a navegar está a consentir a utilização de cookies Mais informação

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close