Álvaro Amaro já renunciou ao mandato de presidente da Câmara da Guarda

Na reunião de hoje do executivo municipal da Guarda ficou a saber-se que Álvaro Amaro já renunciou ao mandato de presidente da câmara municipal, após ter apresentado, em Abril, a suspensão do cargo, por ser candidato a eurodeputado pelo PSD. A informação foi prestada pelo actual presidente do município, Carlos Chaves Monteiro. O autarca disse ainda esperar que a Justiça “cumpra o seu papel” nos processos judiciais que envolvem eleitos do PSD e funcionários, enquanto o PS considera que o nome da autarquia fica “manchado”.
O assunto foi hoje abordado no período antes da ordem do dia da reunião quinzenal do executivo municipal pelo vereador do PS Pedro Fonseca, que pediu esclarecimentos ao presidente da câmara, o social-democrata Carlos Chaves Monteiro, por considerar que a oposição “não tem de receber informação pela comunicação social”.
“Infelizmente, a câmara municipal está envolvida em dois processos judiciais. O senhor presidente deveria ter informado a câmara das matérias que estão em apreço”, disse o socialista. Pedro Fonseca referia-se ao facto de o social-democrata Álvaro Amaro ter sido constituído arguido no âmbito da operação “Rota Final”.
Carlos Chaves Monteiro deu algumas explicações, embora tenha advertido que “há segredo de justiça” sobre os casos. Segundo o autarca, no caso “Rota Final”, o município da Guarda foi inspecionado por uma equipa de seis elementos da PJ, que estiveram nos Paços do Concelho e pediram “um conjunto de documentos, onde estão processos relacionados com os transportes urbanos”.
Sobre o outro processo, que envolve três eleitos e duas funcionárias, disse que “há uma intenção de abrir a instrução” e os arguidos, onde se inclui, irão “usar das prerrogativas legais” ao seu alcance “para provar a inocência”.
“Temos de manter-nos serenos e [esperar] que a Justiça cumpra o seu papel. A nossa consciência está tranquila, nós defendemos o interesse público. Temos de nos manter serenos e acreditar que as instituições funcionam e que a inocência se demonstrará no final do processo”, declarou Carlos Chaves Monteiro.
Depois de ouvir as explicações do presidente da câmara, o vereador socialista Pedro Fonseca disse esperar que os dois processos judiciais “decorram dentro da normalidade”. No entanto, assumiu que, independentemente do desfecho, o nome do município “sai sempre manchado”.

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