Amaro assegura que o projecto da sede da CIM-BSE cumpre todos os regulamentos

O projecto da nova sede da Comunida-de Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE), que ficará no antigo edifício dos Paços do Concelho da Guarda, localizado na Praça Luís de Camões, foi um dos assuntos discutidos na última reunião do executivo municipal, tendo o vereador socialista, Joaquim Carreira, criticado o facto de estar prevista a substituição do gradeamento por um envi-draçado com caixilharia de alumínio, bem como a colocação de “pvc” nas três portas das varandas.
Como o TB noticiou na anterior edição, o Regula-mento de Construção da Zona do Centro Histórico da Guarda, publicado em Diário da República em Julho de 1994, recomenda que nas portas e nas janelas dos imóveis que vão ser recuperados «nunca» deve ser usado o alumínio e as caixilharias devem ser de madeira.
O vereador socialista socorre-se deste regulamento para concluir que o projecto, da autoria do arquitecto Jorge Palma, «não cumpre as regras mais elementares» daquele documento ao aplicar aquele tipo de materiais e a cor que vai ser aplicada nos caixilhos, que se aproxima do preto. Joaquim Carreira disse ainda aos jornalistas, no final da reunião, que a autarquia não deveria «permitir que um projecto vá para concurso de obra sem ter ido à aprovação do Ministério da Cultura, neste caso da delegação do Igespar em Coimbra».
Confrontado com as críticas do vereador, o presidente da autarquia, Álvaro Amaro, assegurou que está a ser cumprido o regulamento, «com todos os pareceres técnicos». «Era o que faltava que não fossem cumpridos», sublinhou. «Quanto ao mais, quer o sr. Arquitecto, quer o sr. A ou o sr. B podem gostar mais assim, outros gostarão de outra maneira. Isso é a lei da vida», concluiu.
Como o TB noticiou na anterior edição, na memória descritiva do projecto, o arquitecto Jorge Palma justifica que a criação do espaço do “Solar dos Sabores”, que vai ocupar parte do piso térrreo, «obriga ao avanço de uma vitrina até ao limite da arcada e será constituída por exposição, bar/loja, serviços, áreas técnicas e armazém».
O autor adianta que «o encerramento dos arcos da fachada com caixilharia de alumínio lacado foi de-senvolvido de forma a ser um sistema de fachada cortina pelo interior, afastado 20 cm da fachada de pedra, sem necessitar de qualquer elemento de ligação». No mapa de acabamentos é especificado que a caixilharia será de «côr lacado mate castanho Ral 8022 [quase de cor preta], com vidro duplo e corte térmico».
A notícia sobre as alterações previstas para o edifício dos ex-Paços do Concelho está já a motivar reacções negativas de alguns habitantes (ver txto ao lado).

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