Amaro lamentou ausência do ministro da Educação no “Identicidades”

O presidente da Câmara da Guarda, Álvaro Amaro, lamentou que o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, não tenha marcado presença na abertura do “Identicidades – VII Congresso Nacional da Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras”, que começou na passada Quinta-feira e terminou Sábado, no Teatro Municipal local. O autarca adiantou que está «muito arrependido de não ter convidado o primeiro-ministro», António Costa, porque, justificou, tinha a certeza que ele estaria ou far-se-ía representar.
No discurso proferido na sessão de abertura, o presidente da autarquia considerou que a política educativa é essencial para o desenvolvimento «harmoni-oso do território» e defendeu medidas que contribuam para o aumento do número de alunos do Ensino Superior no Interior. «Eu não me conformo com a ideia de que sendo tantas outras cidades, como a Guarda, educadoras, com professores de altíssimo gabarito, com cursos tecnologicamente reconheci-dos, com cursos com uma qualificação igual aos de Lisboa e do Porto, que não seja possível, permitam-me a expressão, desviar, legi-timamente desviar, muitos alunos para frequentar esses cursos em escolas destas cidades do chamado arco do Interior», afirmou Álvaro Amaro (PSD/CDS-PP).
O autarca entende que para alterar o actual panorama «basta apenas coragem política, coisa que não tem havido nos últimos 30 anos em Portugal» e reafirmou a necessidade de serem diminuídos os “numerus clausus” de cursos nas áreas metropolitanas de Lisboa ou do Porto para os alunos poderem frequentar os mesmos cursos em esta-belecimentos de Ensino Superior do Interior. «Se houver esses incentivos, se houver coragem de estabelecer “numerus clausus” adequados, se fizerem contas, se houver menos 10 ou 15 ou 20 mil alunos nestas duas áreas metropolitanas, não tem nenhum significado para a economia de Lisboa e do Porto (…) e tem um significado económico e equilibrado muito grande nas chamadas terras do arco do Interior», declarou para uma plateia composta essencialmente por professores e por profissionais do sector da educação.
O autarca da Guarda alertou ainda que pelas previsões apontadas pelas estimativas dos municípios do chamado «arco do Interior», que estão a rever as Cartas Educativas, nos próximos cinco anos todos vão perder alunos. Deu o caso concreto da Guarda onde, se se confirmarem as previsões da equipa que está a rever a Carta Educativa, «perde 23% dos alunos que está hoje no sector educativo». Álvaro Amaro considera o cenário «terrível», pois no seu município a diminuição de alunos, nos próximos cinco anos, pode rondar os 900 face à situação actual.

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