Anotações e Rebates

Decorreu, no dia 30 de junho, uma nova sessão da Assembleia Municipal. Mais acalorada e intensa que as anteriores, foi no palanque questionado por muitos o que estava feito relativamente a x, y ou z e exigido ainda a, b ou c. É o desejável numa Assembleia desta índole e consequência natural de uma democracia local que está viva e saudável.

Ora, recorrendo à sempre útil e avisada sabedoria popular – ainda que haja provavelmente adágios populares para sustentar tudo e o seu contrário – “cadelas apressadas parem filhos cegos”. E, na mesma senda, a máxima de que “a pressa é má conselheira” fará ainda mais sentido quando falamos da coisa pública e do dinheiro de todos nós. Não sendo eu de gestão, logística, ou áreas que tais, parece-me ainda assim evidente que o planeamento decorra sempre previamente à execução. Nesta linha, convém notar, o mandato autárquico para o qual todos os representantes do povo foram eleitos é de quatro anos. Neste momento, vamos a aproximadamente – e apenas – 17%. Como a sapiência do povo mais loquazmente nos ensina, tempo de planear para depois apresentar.

Mas, ainda assim, muitas novidades foram sendo reveladas nos últimos dias. O Guarda in Jazz que decorre nestes dias; o novíssimo Guarda Wine Fest, evento inovador de promoção de um produto endógeno da região que a Guarda quer e deve liderar; as Festas da Cidade recentemente anunciadas após catorze anos de interregno com uma divulgação moderna, dinâmica e atrativa para um evento eclético e de atração multipolar em torno de várias zonas nobre da cidade; e a Feira Farta em setembro, enquanto retomar de uma marca consolidada e fértil dos últimos mandatos.

Nem tudo foi (e é) perfeito, certamente. A divulgação de alguns eventos poderia ter sido mais atempada, é lícito dizê-lo. Mas, no geral, são iniciativas dinâmicas, para todos os gostos, amigas da economia local e motivo de atração para turistas nacionais e estrangeiros.

Chegado aqui, pode (e muito bem) pensar o leitor: o que se perspetiva então de perene e de transformador, para além destes eventos? Pois bem, também recentemente, por intervenções do Presidente da Câmara Municipal e uma publicação no Facebook da “Ministra da Guarda” Ana Mendes Godinho, se percebe que haverá fumo branco à vista para o Hotel Turismo. Outro pontapé de saída já dado prende-se com o reinício do procedimento de revisão do afamado Plano Diretor Municipal que data de 1994, uma promessa forte do PG na campanha eleitoral.

Finalmente, uma nota final (perdoem o pleonasmo) de satisfação pela forma de estar do Executivo Municipal. Na Assembleia Municipal já referida, foi ainda votada e aprovada a desvinculação da ADRUSE – Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela, após ter sido já aprovada em reunião de Câmara, ainda que com os votos contra dos vereadores do PSD presentes, por discordarem da interpretação de que era necessário o pagamento das quotas relativas a anos anteriores. Neste contexto, foi posteriormente entrevistado Manuel Fonseca, Presidente de Câmara Municipal de Fornos de Algodres pelo Partido Socialista e Vice-Presidente da ADRUSE. Em declarações à Radio F, o mesmo “confirmou que a autarquia da Guarda nunca solicitou a desvinculação formal da ADRUSE durante os anteriores executivos”, salientou que “acima de tudo é preciso honrar os compromissos que as instituições assumem” e elogiou a postura de Sérgio Costa ao “querer honrar os compromissos que a câmara da Guarda assumiu com a ADRUSE”. Revi-me e senti-me representado.

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