Antiga casa da Legião Portuguesa pode vir a ser requalificada ou demolida para dar lugar a uma praça, com estacionamento subterrâneo

Está ainda por definir o futuro da antiga Casa da Legião Portuguesa, adquirida pela Câmara da Guarda por 260 mil euros e que o anterior autarca, Carlos Chaves Monteiro, queria transformar em Museu de Arte Contemporânea, acolhendo colecção de arte de António Piné. Em entrevista ao TB, o novo presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, defende que «deve ser auscultada a população para se saber se [aquela casa] deve ser recuperada ou demolida para dar lugar a uma nova praça, com estacionamento subterrâneo.

«É um assunto que vamos colocar em discussão pública. A cidade e o concelho irão decidir. É assim que os políticos devem fazer quando há dúvidas», justificou. Na sua opinião, «deve ser auscultada a população sobre o que é que entendem: se aquele espaço deve ser alvo de uma recuperação, que rapidamente se gastará ali um ou dois milhões de euros, ou se simplesmente se faz a sua demolição e se cria ali um parque de estacionamento subterrâneo, que é possível, e fazer ali uma nova praça em frente à porta principal da Sé Catedral».

De recordar que foi em Novembro do ano passado que a Câmara Municipal da Guarda decidiu, por unanimidade, adquirir por 260 mil euros a antiga Casa da Legião, localizada em frente da porta principal da Sé, para ali instalar a colecção de arte contemporânea de António Piné, que está na posse na posse da Associação Nacional de Farmácias (ANF). Na altura, o então presidente da autarquia, Carlos Chaves Monteiro, adiantou que o conjunto de pinturas e esculturas deveria ser cedido mediante um protocolo com aquela entidade, cujos detalhes ainda estavam por acertar.

Os então vereadores do PS, Ana Cristina Marques e Manuel Simões, votaram a favor da aquisição do edifício, mas consideraram «excessivo» o valor do negócio pelo facto do imóvel «estar em ruínas». O então vereador do PSD sem pelouros, Sérgio Costa, também votou favoravelmente, argumentando que foi um processo que ajudou «a alavancar».

No final dessa reunião do executivo em Novembro do ano passado, o então presidente da Câmara, apontou que o novo espaço poderia estar em condições de abrir portas ao público no início de 2023 e que o Município iria lançar o concurso para elaboração do projecto de recuperação do edifício que se encontra em ruínas. Será lançado o desafio para que «o edifício seja também uma obra de arte», acrescentou Carlos Chaves Monteiro. Em Maio deste ano, o então autarca viria a informar que o projecto teria a assinatura do arquitecto Souto Moura.

António Piné, natural de Pinhel, farmacêutico de profissão, constituiu, ao longo dos anos, uma colecção de pintura e de escultura, que integra obras nacionais e internacionais do século XX. Paula Rêgo, Vieira da Silva, Júlio Pomar, Manuel Cargaleiro, Cruzeiro Seixas, Julião Sarmento ou Rui Chafes são alguns dos artistas portugueses representados na colecção, que inclui nomes da pintura internacional como Pablo Picasso, Salvador Dalí e Miró, indicou o autarca.

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