Aparelho de Ressonância Magnética na Guarda vai servir toda a Beira Interior

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O hospital da Guarda deverá ter a funcionar, a partir desta semana, um aparelho de Ressonância Magnética, que vai servir «toda a Beira Interior», anunciou na passada Sexta-feira o presidente da Unidade Local de Saúde (ULS). «Já houve testes. Em pleno, começa [a funcionar] para a semana e vai ser a assistência a toda a Beira Interior. Toda a Beira Interior vai ser beneficiada pela ressonância», segundo o presidente do Conselho de Administração (CA) da ULS da Guarda.
Carlos Rodrigues frisou que o aparelho entra em funcionamento após a realização de testes e da operacionalização do equipamento que foi instalado em 2014 e que nunca funcionou. Aquele rsponsável disse aos jornalistas, à margem da sessão de assinatura de contratos com quatro dos cinco médicos de família, que vão prestar serviço em centros de saúde da região, que «foi feito um grande investimento» para colocar o equipamento a funcionar e a sua operacionalização exigiu «muitos testes». «A máquina está a trabalhar. Esta semana já fizemos testes, porque a ressonância tem necessidade de ter uma organização da parte do médico especialista. A ressonância já está operacional, mas precisamos de organizar melhor toda a área de imagiologia», disse.
O trabalho de organização foi feito em colaboração com os serviços de imagiologia do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) e com o apoio do seu director, por ser «uma área relativamente nova e complexa» para o hospital da Guarda. Disse ainda que a médica da especialidade em imagiologia já tem o horário mais alargado ao longo da semana e «os relatórios mais complexos vão por telemedicina para Coimbra». «O aspecto organizativo fica completamente correcto com alguém que sabe da matéria», que é o director de serviço de imagiologia dos CHUC, observou.
A entrada em funcionamento do aparelho de Ressonância Magnética significa maior comodidade para os doentes que até agora tinham de realizar aqueles exames fora do hospital da Guarda, no sector privado, «com custos bastante altos e com os inconvenientes de os utentes terem de se deslocar, etc.».
O responsável observou que, «para além disso, toda a política, hoje, de organização do Ministério [da Saúde] é que se internalize o mais possível situações que outrora tinham que se fazer lá fora, nomeadamente análises, [exames de] ressonância e outros que se vão aqui fazer em vez de mandar fazer» [fora].
O aparelho de Ressonância Magnética foi instalado em Março de 2014 e custou cerca 1,3 milhões de euros, segundo fonte da ULS/Guarda. Surgiu integrado no novo bloco do hospital, mas nunca operou devido à escassez de especialistas e ao alegado desaparecimento do hélio necessário para o seu funcionamento, situação que levou a direcção da ULS a participar o caso ao Ministério Público da Guarda, que está a investigar. «A justiça vai encarregar-se para resolver [a situação do desaparecimento do hélio]» do aparelho de Ressonância Magnética, vaticina Carlos Rodrigues.

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