Aperfeiçoamento dos empregados entre as necessidades das empresas

A valorização dos activos empregados é uma das necessidades mais sentidas pelas empresas que o Centro de Emprego e Formação Profissional da Guarda esqueceu recentemente no âmbito do Dia Europeu do Empregador. Iniciativa da Comissão Europeia, este dia, recorde-se, foi celebrado no passado dia 13 nos 28 países da União Europeia e ainda na Noruega e na Islândia.
«Nestes contactos com as empresas que nós fizemos, aquilo que as empresas nos manifestaram não é tanto a necessidade desta ou daquela saída profissional mas sim, de acordo com o seu sector de actividade, o interesse em valorizar, aperfeiçoar, os activos empregados», revelou o director, Américo Paulino. «E nós temos resposta para isso», garantiu, destacando que «o nosso papel neste contacto foi mais uma vez dizer às empresas que quando essas necessidades forem sentidas serão canalizadas e a nossa obrigação é fazer o planeamento de modo a ir ao encontro a essas necessidades dos empregadores».
E quanto aos desempregados. O perfil dos inscritos no Centro de Emprego e Formação Profissional da Guarda, incluindo os serviços de emprego e formação de Seia e de Pinhel, nos 12 concelhos da sua área de intervenção (Aguiar da Beira e Vila Nova de Foz Côa não fazem parte), é o adequado para as necessidades das empresas?
«Nós não temos tido ultimamente muita dificuldade em responder às necessidades das empresas em termos de qualificações, a maior dificuldade que temos tido em satisfazer uma ou outra oferta de emprego, aquilo que são as ofertas mais difíceis de satisfação, prende-se não tanto com as qualificações exigidas mas mais com as condições oferecidas e com a realidade do nosso meio», responde Américo Paulino.
Concretamente, enumera «dificuldades de transporte, horários, por exemplo na restauração nós temos muita dificuldade em satisfazer ofertas e isso prende-se muito com o problema dos horários da restauração, e também muitas vezes baixas remunerações».
«O que não quer dizer que pontualmente não exista um défice de qualificações que pode não responder imediatamente de uma determinada empresa ou um determinado sector de actividade, mas não é tanto aí que nós temos tido dificuldade em satisfazer as ofertas das empresas, embora nós saibamos que temos muitas pessoas desempregadas sem qualificações, e a nossa preocupação é qualificá-las», ressalva.
Em termos estatísticos, na área do Centro de Emprego e formação Profissional da Guarda, «estes números vão alterando de mês para mês», mas «grosso modo» estão inscritos «na ordem dos 6 mil desempregados».
«Ainda temos uma fatia importante de pessoas com baixo nível de escolaridade, na ordem dos 27 por cento são pessoas que têm até a um máximo de quatro anos de escolaridade. Temos uma fatia importante, na ordem dos 14 por cento, com habilitações de nível superior», concretiza Américo Paulino, destacando que «isso leva-nos a programar essa formação indo ao encontro também das pessoas que temos».
Aí que a oferta formativa seja «muito diversa». «Diria que somos um pouco polivalentes, embora a tendência seja em especializarmos-nos em algumas áreas, de acordo com a região, e temos formação ou a decorrer ou planeada para o longo do ano em ciências informáticas, hotelaria/restauração, no sector automóvel, na saúde, produção agrícola, madeiras, trabalho social, protecção do ambiente, electricidade e energia, metalomecânica, construção civil, comércio, sivicultura, turismo e lazer, cuidados de beleza, protecção de pessoas e bens», pormenoriza o director.
E conclui dizendo que «este planeamento está feito em função daquilo que são as áreas prioritários definidas em termos institucionais, daquilo que é o nosso sentir através da representação nas estruturas e do contacto que temos com as empresas, daquilo que é a necessidade dos desempregados de acordo com o seu perfil e aquilo que é também a nossa capacidade formativa».
GM

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