Área ardida no distrito da Guarda dispara na primeira quinzena de Agosto

A área ardida no distrito da Guarda disparou na primeira quinzena de Agosto. A soma dos prejuízos dos incêndios desde Janeiro até 15 de Agosto ultrapassa os 8 mil e 600 hectares. No final do mês de Julho a conta não chegava aos 300 hectares. Da lista dos grandes incêndios no país consta 15 do distrito da Guarda. O que mais área consumiu foi um fogo que lavrou em Pousafoles do Bispo, no concelho do Sabugal, que destruiu 1 950 hectares. A Serra da Estrela é das áreas protegidas do país mais afectada pelas chamas.

s dados divulgados no último relatório do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) sobre os incêndios florestais no distrito da Guarda são elucidativos. Em duas semanas, os primeiros 15 dias de Agosto, a quantidade de área ardida disparou brutalmente ultrapassando a fasquia dos 8 mil hectares. Mesmo que possa ter havido uma correcção aos dados do último relatório, que apresentava números até ao final de Julho e que não incluía por exemplo os incêndios de Manteigas dos últimos dias daquele mês, a diferença entre os dois documentos é brutal. No final dos primeiros sete meses do ano a área ardida no distrito era de 296 hectares e duas semanas depois passou para 8.619 hectares. Com esta subida, o distrito da Guarda passou a ser o terceiro no país mais afectado pelos incêndios. Mesmo assim, os prejuízos não se aproximam dos 41.569 hectares destruídos no distrito de Aveiro e dos 23. 197 em Viana do Castelo. Grande parte da área ardida no distrito da Guarda (7 269 hectares) era mato. No ano passado em igual período tinham ardido 6 111 hectares.
O facto do distrito da Guarda ser dos que regista maior quantidade de área ardida este ano não significa que seja também dos que contabilizou mais ocorrências (ver gráfico). É que alguns dos incêndios consumiram uma vasta área. Estão contabilizados 15 grandes incêndios, considerados aqueles cuja área ardida foi igual ou superior a 100 hectares. Neste relatório já estão contabilizados os incêndios de Manteigas ocorridos nos últimos dias de Julho mas que ainda não constavam do relatório anterior. De todas as ocorrências, o incêndio que deflagrou em Pousafoles do Bispo, no concelho do Sabugal, no dia 9 de Agosto, foi aquele que destruiu mais área. Terão sido 1 950 hectares. Houve ainda outro que ultrapassou a fasquia dos mil hectares (1 161) e que lavrou na freguesia de Barreira, na Mêda, no dia 10 de Agosto.
No dia que ficará para a História por ter ardido mais num dia do que em 2014 e 2015 juntos no distrito houve dois grandes incêndios ambos no concelho de Gouveia. Um afectou a freguesia de Ribamondego e destruiu 750 hectares e o outro lavrou em Lagarinhos e consumiu 625 hectares. Neste dia arderam em Portugal mais de 75 mil hectares, o equivalente a mais de 75 mil campos de futebol.

Serra da Estrela é das áreas protegidas mais afectadas
Das 23 áreas protegidas existentes no país, a Serra da Estrela tem sido a mais afectada pelos incêndios nos últimos anos. Este ano, as chamas já destruíram 773.43 hectares em resultado de 43 ocorrências. O ano passado foram 3 449.86 hectares. Este ano os incêndios também já destruiram 352.57 hectares no Parque Douro Internacional. Na Serra da Malcata já se registou uma ocorrência mas sem consequências.
A Rede Nacional de Áreas Protegidas (RNAP) em Portugal Continental totaliza 680.800 hectares. Até 15 de Agosto há registo de 320 ocorrências que terão tido início na RNAP tendo ardido por consequência 8.545 hectares integrados em áreas protegidas. Destaca-se o Parque Natural da Peneda Gêres pela maior superfície afectada: 7.010hectares.

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