As maiores concelhias do PSD na Guarda preferiam Santana

A distrital da Guarda do PSD posicionou-se cedo ao lado de Rui Rio, mesmo antes deste apresentar oficialmente a sua candidatura à presidência do partido. Mas na hora da votação, a maioria dos militantes das maiores concelhias do distrito da Guarda manifestaram o seu apoio a Pedro Santana Lopes. Na Guarda, Pinhel e Mêda, o candidato Santana Lopes era o preferido para liderar o partido. Em Pinhel, o resultado era esperado tendo em conta que Rui Ventura, presidente da Câmara, era mandatário distrital da candidatura de Santana Lopes. Na Meêda, a candidatura de Pedro Santana Lopes teve o melhor resultado no distrito. A lista para delegados ao Congresso era conjunta. Dos três lugares atribuídos à concelhia, dois são para apoiantes de Santana Lopes e um para Rui Rio.
A surpresa seria a concelhia da Guarda. Santana Lopes venceu na votação para a liderança do partido e nas eleições dos delegados para o Congresso. A candidatura de Santana Lopes foi a mais votada, tendo recebido mais 27 votos do que Rui Rio. E na eleição para os delegados, os apoiantes de Santana Lopes obtiveram mais 22 votos do que a lista composta por apoiantes de Rui Rio. Os quatro lugares ao Congresso ficaram repartidos. Granja de Sousa e Luís Soares foram os eleitos pela lista A (apoiante de Santana Lopes) e Ricardo Neves de Sousa e Hugo Fernandes pela lista B (apoiante de Rui Rio). A votação contou com a participação de 245 militantes, num universo que deverá ser superior a 400.
Para o presidente da concelhia da Guarda, Luís Aragão, «não há ilações» locais a tirar deste resultado. O dirigente entende ser «normal» haver votações distintas de outras estruturas. Quem não gostou do resultado na concelhia da Guarda foi o presidente da Câmara da Guarda, Álvaro Amaro, apoiante da candidatura de Rui Rio que perante a vitória de Pedro Santana Lopes na concelhia da capital do distrito considerou que o partido ficou «no lado errado da história», afirmou em entrevista à rádio Altitude. E criticou a estrutura por não ter assumido claramente uma posição, ao contrário do que fez a comissão política distrital. Ao TB, Luís Aragão admite que a situação possa ter causado algum incómodo pelo facto do presidente da Câmara ser apoiante da candidatura menos votada, mas justifica que tendo em conta as várias «tendências» existentes na concelhia, a estrutura decidiu não manifestar apoio a nenhuma das candidaturas «para não partir a concelhia». O dirigente argumenta que não quis seguir o exemplo da distrital «para não estar a criar conflitos». Luís Aragão conta que ele próprio sempre esteve «muito indeciso» e que «só na manhã de Sábado» decidiu em quem votar. As eleições para a concelhia da Guarda deverão acontecer em Março, talvez em simultâneo com o sufrágio para a distrital. Luís Aragão diz que ainda não tomou uma decisão sobre uma eventual recandidatura.

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