Assembleia Municipal da Guarda aprova voto de pesar pelo falecimento de Bruno Navarro

A Assembleia Municipal da Guarda aprovou hoje, por unanimidade, um voto de pesar pelo falecimento do presidente da Fundação Côa Parque, Bruno Navarro, recordando que defendeu “de forma ímpar” a história e a cultura da região.

“Bruno Navarro foi presidente da Fundação do Côa [Parque] desde 2017, faleceu inesperadamente a 30 de Janeiro. Bruno Navarro tinha um currículo académico e profissional brilhante e defendeu de forma ímpar a história e a cultura de toda a nossa vasta região, tendo-a projetado no panorama nacional e internacional”, refere o texto do voto, apresentado pelo PS.

Segundo António Monteirinho, líder da bancada do PS, Bruno Navarro “trabalhou o território como um todo, sendo a Fundação Côa a porta de entrada e âncora de desenvolvimento de todo o território do interior”.

O socialista acrescentou que o Parque do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, “é o único sítio arqueológico de Portugal que tem património Mundial, não contendo apenas o aspecto turístico, mas também o aspecto científico e da investigação”.

Bruno Navarro faleceu no dia 30 de Janeiro, aos 43 anos, e era desde 2017 presidente do Conselho Directivo da Fundação Côa Parque, instituição que gere o Museu e o Parque Arqueológico do Vale do Côa, um bem património da Humanidade, reconhecido pela Unesco.

Historiador, professor, investigador e presidente do Conselho Diretivo da Fundação Côa Parque, Bruno Navarro nasceu em Coimbra a 27 de Agosto de 1977, tendo realizado os seus estudos secundários em Vila Nova de Foz Côa.

Licenciou-se em História pela Universidade de Lisboa, onde fez um mestrado em História Contemporânea. Concluiu depois o seu doutoramento na Universidade Nova, onde foi professor, exercendo também a docência no Instituto Superior de Ciências Educativas.

A Assembleia Municipal da Guarda, presidida por Cidália Valbom (PSD), aprovou também, por unanimidade, um voto de pesar, apresentado pelo PSD, pelo falecimento, no dia 1 de Fevereiro, do ex-dirigente associativo, professor e deputado municipal social-democrata Mário Sucena.

Na leitura do texto, o deputado Luís Aragão lembrou que o “professor e dirigente desportivo morreu com 54 anos, em consequência de uma paragem cardiorrespiratória que o deixou em coma durante mais de três anos”.

“Nini, como era conhecido entre os amigos, viveu a vida sempre a topo. Homem de princípios, dedicou-se de corpo e alma a todas as causas em que se empenhava: na direcção do Agrupamento de Escolas de Celorico da Beira, onde era professor, na distrital do PSD, na concelhia do PSD, na direcção da Federação Portuguesa de Voleibol, na direcção da Casa do Benfica, na direcção da Associação de Futebol da Guarda, como árbitro nacional de voleibol”, recordou o deputado.

Mário Sucena também foi eleito deputado municipal pelo PSD em várias eleições autárquicas, incluindo em 2017.

A Assembleia Municipal da Guarda, reunida hoje no grande auditório do Teatro Municipal da Guarda, cumpriu, ainda, um minuto de silêncio em memória de Bruno Navarro e de Mário Sucena.

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