Assembleia Municipal da Guarda propõe apoio ao sector da restauração

A Assembleia Municipal da Guarda aprovou hoje, por maioria, uma proposta do CDS-PP para apoiar o sector da restauração considerado «um dos mais fustigados pela perda de rendimento» devido à pandemia causada pela covid-19.

A proposta, apresentada pelo deputado municipal Henrique Monteiro, sugere que as refeições que são fornecidas pelas instituições sociais ao apoio domiciliário, aos sábados e domingos, «passem a ser suportadas pela autarquia, adquirindo as mesmas nos restaurantes locais».

A medida permitiria «aliviar o esforço financeiro dessas mesmas instituições e a folga necessária em alguns recursos humanos que começam a ser escassos, bem como um apoio directo ao rendimento perdido por parte da restauração».

«A Câmara [Municipal da Guarda] já anunciou algumas medidas de apoio às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e à economia local e o CDS entendeu que esta medida seria transversal», disse Henrique Monteiro, acrescentando que, com a iniciativa, «apoia-se o comércio e também as IPSS».

Segundo o texto da proposta, «apesar de existirem alguns apoios do Governo, é dever da Câmara Municipal cooperar com todos os organismos e entidades, públicas e privadas, e liderar a sociedade civil no combate às consequências da pandemia».

É referido que o sector da restauração «é um dos mais fustigados pela perda de rendimento», daí a apresentação da proposta, «dada a importância deste sector na alavancagem de outras actividades económicas, nomeadamente a turística».

A proposta aprovada por maioria, com 37 votos a favor e 17 abstenções, é considerada uma “medida mitigadora” da “perda de rendimento da restauração”.

A Assembleia Municipal da Guarda, presidida por Cidália Valbom (PSD), aprovou também hoje várias moções, incluindo a que defende o “regresso imediato” da brigada helitransportada que foi transferida para Viseu.

A moção, apresentada pelo grupo municipal do PSD, refere que no mês de Outubro o helicóptero de combate a incêndios saiu da cidade «com a promessa de que o mesmo poderá voltar em Março ou Abril de 2021».

«Infelizmente, os incêndios já não escolhem as estações do ano. Mais uma perda para a Guarda provocada pelo Governo do PS. A verdade é que o helicóptero voou para Viseu, que conta agora com duas aeronaves, contrariando o que vinha acontecendo nos últimos anos», acrescenta.

Para o PSD, a intervenção helitransportada «é fundamental para que os acendimentos não passassem de pequenos incêndios», daí que na moção seja exigido ao Governo, nomeadamente ao Ministério da Administração Interna, «o regresso imediato da brigada helitransportada para a cidade da Guarda».

Durante o período de antes da ordem do dia da Assembleia Municipal da cidade mais alta do país foram, ainda, apresentados votos de congratulação pelos 40 anos do Instituto Politécnico local, pelas bancadas do PS e do BE.

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