Associação Comercial fecha o parque de estacionamento e a Câmara da Guarda manda retirar o gradeamento

Permanece o diferendo entre a Câmara da Guarda e a Associação Comercial por causa do parque de esta-cionamento. Na Segunda-feira da passada semana, a ACG decidiu encerrar o acesso à zona de estaci-onamento traseiro a veículos, tendo um vigilante de permanência. Uma decisão que, justificou a Associação, se deve ao «facto de se verificar dia após dia um maior volume de actos de vandalismo na propriedade da mesma». «A direcção da ACG foi obrigada a tomar esta decisão para o imediato, no entanto, está neste momento a ponderar qual a mais adequada gestão de toda e qualquer propriedade da ACG para colocá-la ao serviço da Guarda», adi-antava, em comunicado, a associação.
A Câmara da Guarda reagiu a esta decisão, tendo, dois dias depois, procedido ao levantamento do gradeamento colocado à entrada do parque de estacionamento, alegando que tem direitos sobre aquela área por ter tomado posse administrativa daquele espaço.
O presidente da ACG, Miguel Alves, sustenta que a autarquia não detém poderes sobre o parque de estaci-onamento porque o protocolo assinado em 2012 com o Município, para ficar detentor do espaço durante 20 anos, não chegou a entrar em vigor.
Em comunicado, Miguel Alves esclarece que «a ACG procurou por diversas vezes formalizar a entrega do espaço à gestão do município, sem sucesso». «Não obstante a isso, em início de 2017 inicia-se uma obra [cons-trução da sede da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior] no terreno ao lado da ACG, que acaba por ocupar indevidamente cerca de 20 metros quadrados da propriedade da ACG», lamenta o dirigente, adi-Santando que «a ACG está neste momento a ponderar participar criminalmente do Município devido a ocupação ilegal da sua propriedade e pelos últimos lamentáveis acontecimentos».
A autarquia viria depois a reafirmar, em conferência de imprensa, que o presidente da ACG remeteu ao Município um documento, assinado por ele em 14 de Novembro do ano passado, dando conhecimento da cedência da exploração do parque de estacionamento «segundo as condições do protocolo», datado de 20 de Setembro de 2012.

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