Associação de Estudantes da Escola Afonso de Albuquerque afirma que o nível de aprendizagem preocupa alunos

Os estudantes estão «preocupados com o nível de aprendizagem». «Temos a prova do ano passado, os conhecimentos retidos numa aula online são diferentes do que numa aula presencial. São interactivas mas todos entendemos que não é a mesma coisa e a compreensão da matéria, seja qual for a disciplina, é diferente», justifica a presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária Afonso de Albuquerque da Guarda (AEAAG), Inês Brites.

Em declarações ao TB, a nova dirigente reiterou que todos os alunos preferem ter aulas presenciais, não só por entenderem «melhor a matéria» mas também por considerarem que «socializar com outras pessoas é fundamental». Salienta que «os estudantes, no geral, entendem o porquê» de terem de «ir para casa». «A Associação tenta passar essa informação de que todos temos de cumprir o que é estipulado pelo Governo para que a situação se possa resolver o mais rápido possível», disse, garantindo que a AEAAG irá a cumprir aquela que é a sua missão: «dar apoio ao estudante».

«Nós tentamos ao máximo partilhar informação que chegue a todos os alunos que a Associação de Estudantes é um órgão que está disponível para dar apoio a qualquer estudantes de qualquer faixa etária, tanto da Escola Secundária Afonso de Albuquerque como também da Escola de Santa Clara, porque os nossos projectos englobam várias escolas do agrupamento», destaca, adiantando que irá «entrar em contacto com o nossa psicóloga para tentarmos ver a melhor maneira de como poderíamos solicitar esse apoio ao estudante a partir de casa». «Estamos a trabalhar nas melhores maneiras de o fazer e claro a Associação é um órgão que está disposto a ajudar todos os alunos e valorizamos bastante a saúde mental de todos», repete a presidente, em funções desde o início de Janeiro.

«Abordar e promover a importância da saúde mental» é, aliás, um dos compromissos do programa eleitoral da lista que Inês Brites encabeçou às eleições da AEAAG, realizadas a 9 de Dezembro, a única a sufrágio.

«Motivados pela ideia de um Agrupamento aprimorado, capaz de responder a todas as adversidades manifestadas pela comunidade educativa e acreditados de aptidão para dirigir este órgão de máxima representatividade do corpo discente, candidatamo-nos a desempenhar o papel responsável, activo e inovador que o mesmo implica», comprometeu-se a equipa, que escolheu como principal objectivo «ajudar a atenuar os impactos negativos desta pandemia nas vidas de ambos os corpos docente e discente, bem como nas da restante comunidade escolar».

A Associação de Estudantes «vai continuar a tentar desenvolver o plano de actividades que propusemos, que está disponível em todas as nossas plataformas de redes sociais, e adaptado às circunstâncias, e tentaremos fazer o máximo possível online», e «principalmente o apoio ao aluno, que é a nossa principal função», nomeadamente a nível de saúde mental. «Toda esta situação afecta bastante os estudantes, não só estudantes, mas é nossa função dar apoio aos mesmos, e sendo nós uma associação inclusiva vamos manter-nos activos. Portanto, devido às circunstâncias, claro que a Associação de Estudantes irá continuar a desenvolver as suas funções, estaremos limitados, é verdade, mas tentaremos contornar a situação», repetiu Inês Brites.

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