Associação Empresarial do Nordeste da Beira alerta para dificuldades no comércio

O presidente da Associação Empresarial do Nordeste da Beira (AENEBEIRA), com sede em Trancoso, disse que os seus associados vivem momentos difíceis e muitos estabelecimentos comerciais não devem reabrir portas após a pandemia. Segundo Tomás Martins, a situação «já era difícil» e após a pandemia causada pela covid-19, na área do Nordeste da Beira, em concelhos dos distrito da Guarda e de Viseu, haverá «uma quebra daquilo que era o tecido empresarial» do micro e pequeno comércio, onde também se engloba a área da restauração que não subsiste no interior em regime de “take-away”.
«Eu estou convencido de que, se não houver um capital de confiança por parte do consumidor e das pessoas que se movimentam no território para os meses de Julho e Agosto, que permita fazer alguma recuperação do movimento financeiro e económico que foi perdido nestes três a quatro meses, não acredito que [os empresários e comerciantes] se arrisquem sequer a voltar a abrir, porque é muito difícil», disse o responsável à agência Lusa.
Tomás Martins contou que a associação contactou associados por telefone e correio electrónico, e «cerca de 30% a 40%» dos contactos efectuados, em número não especificado, dizem que «estão a fazer contas à vida no sentido de encerrar e ver o que é que vai dar o futuro». «Mas dificilmente conseguirão voltar a “tirar a cabeça para fora da água”, uma vez que não estão disponíveis para se endividar junto da banca», vaticina.
O presidente da AENEBEIRA, associação que tem sede em Trancoso, defende que é preciso garantir os postos de trabalho e dos próprios empresários com «o mínimo de apoio financeiro», sem que isso seja «necessariamente um motivo de mais endividamento, até porque muitos deles vivem com as receitas do dia a dia e do mês a mês». «As micro e pequenas empresas, que são quase todas elas de índole familiar, neste momento encontram-se totalmente desprotegidas, porque não têm clientes e, na área do comércio, estão fechadas», apontou.
Tomás Martins referiu que a associação que lidera está a apoiar juridicamente alguns associados nos processos de “lay-off” ou no pedido extraordinário para a manutenção dos contratos de trabalho mas, «muitas vezes», encontra «dificuldades para fazer os enquadramentos».
A AENEBEIRA possui cerca de 1.300 associados nos concelhos de Trancoso, Mêda, Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida, Pinhel, Celorico da Beira, Fornos de Algodres e Aguiar da Beira (distrito da Guarda) e de Sernancelhe e Penedono (distrito de Viseu).
Arquivo TB

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