Associações preocupadas com o atraso na requalificação das minas abandonadas

A Associação Ambiental Quercus, a Associação dos ex-Trabalhadores das Minas de Urânio e a Associação Ambiente em Zonas Uraníferas manifestam-se preocupadas com o atraso na requalificação das minas abandonadas no distrito da Guarda prevista desde 2004 e cujos trabalhos deveriam estar concluídos em 2013. Em comunicado, os dirigentes daquelas associações recordam que «continuam por recuperar» as minas do Castelejo, Vale d´arca e Ribeira do Bôco no concelho de Gouveia, distrito da Guarda, assim como há «intervenções inacabadas» na Mina da Urgeiriça no distrito de Viseu, concelho de Nelas, onde falta concluir a Barragem Nova, parte da Zona Industrial e Zona habitacional. Também as Minas da Quinta do Bispo, nos concelhos de Mangualde e de Mondego Sul em Tábua com situações graves em termos ambientais, continuam por resolver. As associações evidenciam que a situação tem impactos ambientais, sociais e de saúde pública.
No comunicado, as associações criticam ainda o facto de no passado dia 25 de Abril ter sido negado à AZU o pedido para intervir durante a inauguração das obras de remediação ambiental da Antiga Fábrica de Rádio do Barracão e das Minas do Forte Velho e do Prado Velho, na Guarda. Com a intervenção pretendia-se «esclarecer sobre os impactos a que as populações estiveram afetas durante dezenas de anos, e alertar sobre outras situações mineiras que permanecem por resolver». Como é referido no comunicado «a intervenção não foi autorizada pelo que se optou pela entrega de um dossier sobre a matéria ao Secretário de Estado da Energia, o qual na sua ausência lhe foi remetido oficialmente». Argumentam ainda que a AZU com o trabalho desenvolvido na defesa da requalificação das Minas desde o seu encerramento na região Centro «solicitou antecipadamente à EDM o direito a fazer uma intervenção no evento».
Os dirigentes associativos entendem que «não deixa de ser caricato» que os discursos dos presidentes da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal nesta sessão tenham «feito referência à importância do 25 de Abril e à necessidade de pluralismo e depois recusarem a participação de uma associação que há vários anos acompanha este assunto».

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