ATN lança campanha de apoio urgente à Reserva da Faia Brava

Enfrentar a fase crítica de calor, seca e risco de incêndio que se vive é a finalidade da campanha de apoio urgente à Reserva da Faia Brava, «em grande perigo neste momen-to», lançada pela Associação Transumância e Natureza (ATN), com sede em Figueira de Castelo Rodrigo.
Nesta campanha, esta Organização Não Governa-mental que tem como missão a conservação e criação de espaços para a natureza, identifica as principais necessidades que tem «para enfrentar esta fase crítica de calor, minimizando os seus efeitos e prevenindo a ocorrência de incêndios». E explica, em comunicado, que precisa urgentemente de aumentar a disponibilidade de comida e de água para toda a vida selvagem e doméstica.
Na lista do que é necessário adquirir estão 10 reservatórios de mil litros para distribuir no campo (350 euros cada), uma cisterna para tractor de 3 mil litros (3 mil euros), um reboque de transporte de animais para os poder mobilizar em caso de emergência (3 mil euros) e forragem extra para as vacas e os cavalos (30 euros por fardo de palha, sendo necessários cinco por semana).
O aumento da vigilância, com a contratação de três trabalhadores que ajudarão também na manutenção de água e comida (mil euros por vigilante), e a manutenção
do sistema de vigilância (50 euros por dia) são outras das necessidades sentidas.
O comunicado recorda que desde 2005, data do último grande incêndio que destruiu boa parte da propriedade da Reserva da Faia Brava, tem desenvolvido «uma série de medidas preventivas de incêndio», mas que, actualmente, e com os poucos recursos que possui, «começam a ser insuficientes».
Neste âmbito, apela à contribuição de todos «os amigos, sócios e amantes da natureza, através de uma conta no Novo Banco (IBAN: PT50 0007 0000 0016 5433 1132 3)».
A Associação Transu-mância e Natureza é gestora da primeira e única área protegida privada do país, a Reserva da Faia Brava, inserida na ZIF de Algodres/Vale Afonsinho e no Parque Arqueológico do Vale do Côa.
Esta área protegida, destaca o comunicado, «tem vindo a ser salva desde o incêndio de Agosto de 2003 e 2005, graças ao esforço de todos ao longo dos anos». «Temos trabalhado desde então para o regresso da floresta aberta de sobreiros e azinheiras, mais resiliente», afirma a associação. E enumera as medidas preventivas que desenvol-veram: «retorno da herbívora natural ao ecossistema, com a reintrodução de vacas maronesas e cavalos garranos que criam espaços abertos e mantêm as pastagens», «organização de campanhas de vigilância, na qual os voluntários e o pessoal da ATN se comprometem a assegurar a vigilância para uma rápida detecção e intervenção, em caso de ocorrência de fogo», «promo-ção da sucessão natural de espécies nativas, adaptadas ao clima mediterrânico e desenvolvimento de estraté-gias de adaptação ao fogo», «criação de charcos naturais», «plantação de quercíneas, especialmente nas áreas ardidas em 2003 e 2005, de forma a encorajar a expansão da floresta nativa», «desmatações selectivas e «criação de consciência social do impacto que o fogo tem na natureza e a importância da prevenção e de boas práticas».

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