Autoridades monitorizam movimento na fronteira de Vilar Formoso

As autoridades policiais e de saúde iniciaram Sábado a monitorização do movimento de entradas em Portugal pela fronteira terrestre de Vilar Formoso, no concelho de Almeida, devido à pandemia de Covid-19.
Na principal fronteira terrestre do país estiveram durante a tarde elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR), do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Segundo o capitão Tiago Fernandes, comandante do Destacamento Territorial da GNR de Vilar Formoso, aquela força policial está a «monitorizar o fluxo de trânsito transfronteiriço» por observação directa, «no sentido de perceber se há algum fluxo de trânsito anormal». «A monitorização, neste momento, está a ser feita por observação directa através da verificação das viaturas que passam, eventualmente da verificação da chapa de matrícula, que nos permite saber qual é que é a origem dessa viatura», explicou.
Além das acções pontuais, a GNR poderá fazer abordagens individuais, mas de acordo com as recomendações da DGS «o contacto entre pessoas deve ser diminuído e reduzido ao que é realmente necessário e essencial», referiu.
Tiago Fernandes disse aos jornalistas que o movimento na fronteira de Vilar Formoso registou Sábado «um fluxo de trânsito reduzido e possivelmente local, que é o que acontece e aconteceria em qualquer sábado nesta época». Os militares da GNR têm sido abordados por estrangeiros que questionam sobre eventuais impedimentos no país vizinho ou para outros países europeus e «sobre medidas que possam vir a ser implementadas no futuro», contou.
O Delegado Regional do SEF na Guarda, Acácio Pereira, declarou aos jornalistas que os «controlos pontuais nas fronteiras» têm como objectivo «perceber de onde as pessoas vêm, para onde vão e quanto tempo vão ficar em território nacional». «Pretende-se também fazer passar a ideia de quem devem cumprir os planos de contingência e as determinações de ambos os Estados [o de origem e o de destino]. E pretende-se também que cada um seja um agente de protecção e que contribua para não disseminar este problema que nós estamos hoje a viver», explicou.
Durante a acção, a Delegada de Saúde Coordenadora na Guarda, Ana Isabel Viseu, indicou que a presença das autoridades na fronteira de Vilar Formoso tem em vista a cooperação para combater o Covid-19. As autoridades pretendem informar os estrangeiros sobre medidas a tomar para evitar a transmissão da doença e alertar as pessoas para «se tiverem sintomas que não se devem dirigir directamente aos serviços de saúde», mas sim ligar para a linha Saúde 24, para depois serem devidamente encaminhadas.
Ana Isabel Viseu explicou que nas acções fronteiriças «não será suposto» realizar abordagens directas das pessoas, mas «a grande aposta» é contribuir para que «estejam informadas» sobre a doença. «Não é suposto que os agentes da autoridade mandem parar [carros], vão inquirir directamente, correndo o risco de se poderem contaminar», referiu a responsável, indicando que a informação a disponibilizar deve ser por panfletos e “placards”, entre outros meios.
O novo coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19 foi detectado em Dezembro, na China, e já provocou mais de 5.700 mortos em todo o mundo. O número de infectados ultrapassou as 151 mil pessoas, com casos registados em mais de 137 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 169 casos confirmados.

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