Benespera assinala um ano de regresso do comboio

Com o regresso do comboio em Maio do ano passado, Benespera, aldeia do concelho da Guarda, ganhou uma nova esperança. Foram 12 anos de espera. Alguns já tinham perdido a esperança de voltar a ver passar por ali os comboios. O dia 2 de Maio de 2021 fica na história da aldeia. Os habitantes associaram-se à reabertura da linha numa viagem entre a Benespera e a Guarda e regresso e fizeram a festa a bordo.

O nome dos quase 100 participantes nesta viagem ficará estampado num painel que vai ser inaugurado no próximo dia 2 de Maio, para assinalar o primeiro ano do regresso do comboio. A placa, que será colocada numa das paredes interiores da Estação Ferroviária da Benespera, terá também fotografias antigas. E porque neste mesmo fim-de-semana se realiza a festa anual em honra de Santo Antão, será recriada a tradição da banda filarmónica que anima as festividades ir receber os visitantes que chegam por comboio.

Filipe Santos, habitante da Benespera e um dos principais responsáveis pela dinâmica criada em torno do regresso do comboio, contou ao TB que antigamente a mordomia do Santo Antão fazia um peditório para a festa também nas zonas da Sequeira e dos Galegos. E a população daquelas localidades acabava por vir à festa utilizando o comboio. Este ano, com a participação de algumas colectividades, a ideia é recriar esta viagem. À chegada à Estação da Benespera, os visitantes serão recebidos pela Banda da Erada que os acompanhará até ao centro da aldeia.

Com a dinâmica criada e o entusiasmo dos habitantes da Benespera em torno do regresso, a aldeia ganhou o estatuto de “Capital Ferroviária” da linha da Beira Baixa. Filipe Santos explica que o movimento gerado que acabou por dar origem à Associação Move Beiras não é apenas pelo comboio. Realça que a intenção é demonstrar que é possível viver no Interior e a região tem futuro. O jovem contabilista passou a utilizar o comboio para as deslocações Benespera-Lisboa, onde trabalha. A população da Benespera teve de lutar para que o comboio voltasse a parar. A intenção inicial não tem previa a paragem das composições. Depois de muito protesto conseguiram que a Benespera figura-se no mapa. Filipe Santos não tem dúvidas de que «não teria sido possível» sem a «união da comunidade».

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