Bento Menni aposta em programa de intervenção precoce

A Casa de Saúde Bento Menni da Guarda pretende implementar um programa de ambulatório para intervir precocemente nas alterações da memória e défices cognitivos, «uma iniciativa inovadora e de relevância para a comunidade», mas a directora, Isabel Morgado, não sabe precisar quando isso irá acontecer. «Vai avançar», garante, mas «por fases e logo que tenhamos condições de que se auto-financie o projecto».
Se isso poderá acontecer a curto, médio ou longo prazo, a dúvida subsiste. «Estamos a fazer diligências de modo a conseguir parcerias, até com a Segurança Social, com a ULS [Unidade Local de Saúde da Guarda], e portanto não estamos ainda em condições de dizer quando é que arrancamos», responde.
O que se sabe é que o Programa de Intervenção Precoce nas Alterações da Memória – PIPAM, que será apresentado na próxima Terça-feira, dia em que celebram a festa de S. Bento Menni, patrono da Casa de Saúde, terá «diversas vertentes». «Visará o diagnóstico da situação e uma programação de reabilitação de acordo com este diagnóstico. Vai ter fases de implementação e claro que numa primeira fase efectivamente é ter técnicos que tenham possibilidade de fazer o diagnóstico, concretamente um neuro-psicólogo, e os apoios relativamente à reabilitação que se considere importante, nomeadamente a reabilitação cognitiva», descreve Isabel Morgado. «Depois podem seguir outras fases. Elas estão previstas, mas tudo com muita progressividade de acordo com as situações que vão surgindo e também a complexidade das respostas que nós possamos dar porque ele vai ser implementado com progressividade, como é normal», adianta.
Concretamente, vai ser criada uma estrutura na Casa de Saúde Bento Menni, «onde o programa arranca», com «dois gabinetes, onde funcionarão unicamente os técnicos pivôs: o neuro-psicólogo, o psiquiatra ou medicina interna. Portanto, temos uma equipa pluri-dimensional em que existe o pilar, o neuro-psicólogo, mas depois pode haver vários outros técnicos que intervenham». A estrutura abrange «vários serviços da Casa de Saúde – serviço de reabilitação, psico-motricidade, depois depende de facto de cada situação e da resposta que lhe vai ser dada».
O encaminhamento para outras unidades de saúde poderá ser uma das resposta dada pelo Programa de Intervenção Precoce nas Alterações da Memória, como confirma Isabel Morgado. «Poderão ser encaminhados para outras unidades de acordo com as características que apresentem e com as respostas que necessitem», esclarece. «Aliás, nós convidámos os directores dos centros de saúde para falarmos do projecto e eles saberem que ele existe», sublinha a directora.
«Claro que nós só responderemos àquilo que consideremos termos capacidade para tal, e depende do estádio em que se encontre a própria pessoa, porque neste momento é um programa de ambulatório, e como ambulatório algumas situações não se enquadram», ressalva, destacando a necessidade de parcerias. «Estamos a tentar fazer parcerias em vários aspectos precisamente para complementar e para tornar viável o próprio programa», conclui Isabel Morgado.
GM

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