Câmara da Guarda contesta providência cautelar para travar abate de árvores

O presidente da Câmara da Guarda disse hoje esperar que o tribunal dê razão aos argumentos que a autarquia vai apresentar relativamente à providência cautelar interposta por um grupo de cidadãos para travar o abate de árvores.
Um grupo de cidadãos da cidade da Guarda anunciou na segunda-feira que interpôs uma providência cautelar para travar o abate de árvores no parque municipal, previsto no âmbito das obras de requalificação do espaço.
A providência cautelar foi apresentada no Tribunal Administrativo de Castelo Branco no dia 06 de Setembro e foi “liminarmente aceite no dia 16 de Setembro”, referiu o grupo em comunicado.
Hoje, em conferência de imprensa, o presidente da autarquia, Álvaro Amaro (PSD/CDS-PP) anunciou que o município vai, até sexta-feira, “apresentar os seus argumentos a esta contestação” e espera que o tribunal decida “em conformidade com aquilo que é bom para a Guarda”. “Achamos que há boas razões para que a obra se inicie porque era para se iniciar no início desta semana e está, naturalmente, suspensa”, disse.
Explicou ainda que “era isto que não devia acontecer, porque se as pessoas estão preocupadas, se estivessem verdadeiramente preocupadas com 23 árvores em 1.098, repito, algumas delas podres da raiz até à copa, a providência cautelar era por causa das árvores, mas não, a providência cautelar foi da obra”. “E é por isso que eu digo que isso é uma política da rasteira, é para tentar bloquear mais uma obra importante para a cidade da Guarda, porque não há ninguém, creio eu, que seja contra a requalificação de um parque da cidade para o devolver à cidade para que ele possa ser usado por todos”, justificou.
Álvaro Amaro lamentou a atitude do grupo de cidadãos, por ter agido após a obra – que representa um investimento de 270 mil euros – ter sido adjudicada ao empreiteiro. Lembrou que a autarquia apresentou o projecto publicamente e que caso o tribunal dê razão aos subscritores da providência cautelar “estamos no ridículo” porque, alegou, está em causa o abate de 23 árvores em 1.098 e algumas “estão podres desde a raiz até à copa e outras estão a prejudicar ambientalmente” a gestão do parque.
Referiu ainda que “questões técnicas são questões técnicas” e mostrou-se disponível para que técnicos da associação ambientalista Quercus possam acompanhar os trabalhos e verificar quais as árvores que serão abatidas.
“E, se chegarem à conclusão que não são 23, são 13, são quatro, para mim está tudo certo”, rematou.
Álvaro Amaro considera a litigância “injusta e absurda” e deseja que o tribunal não bloqueie a obra.

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