Câmara da Guarda disponível para resolver «de imediato» a falta de alojamento para estudantes

O presidente da Câmara da Guarda admitiu hoje a possibilidade de utilizar a verba anual atribuída ao Instituto Politécnico, para arrendar quartos para estudantes, com o objectivo de resolver o problema da falta de alojamento estudantil. Álvaro Amaro afirmou que, para resolver «de imediato» o problema da falta de alojamento para os alunos do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), o município está «disponível para transformar o subsídio [atribuído] ao Politécnico em arrendamento privado». «Arrendamos quartos no mercado privado e a Câmara paga. Transformo esse subsídio [no valor anual de 30.000 euros] em financiamento a arrendamento, de imediato», disse, acrescentando que a autarquia também está disponível para «ajudar a fazer» obras numa casa disponibilizada pela Diocese, para acolher estudantes.
O autarca social-democrata falou do assunto na reunião quinzenal do executivo, após comentar as recentes declarações do secretário de Estado da Juventude e do Desporto sobre a Pousada da Juventude, que está encerrada desde 2012. Em declarações à Rádio Altitude, João Paulo Rebelo afirmou que a Pousada da Juventude da Guarda deverá ser transformada em residência de estudantes, mas com alguns quartos para turismo juvenil, após obras de requalificação através da Fundiestamo – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, SA.
Álvaro Amaro deu conta da sua perplexidade pelas declarações do governante, por considerar que o município aguarda, «há mais de um ano», pela definição do modelo de gestão que permita reabrir o edifício e, desta forma, manter «uma marca importante, que se chama Pousada da Juventude».
Disse que a intenção do Governo é «um disparate», pois, em sua opinião, mantendo-se a Pousada da Juventude, o equipamento «sempre pode ter quartos para estudantes, se necessário». No entender de Álvaro Amaro, a proposta «não resolve o problema» da falta de alojamento estudantil no imediato, por isso espera que, até à decisão final, «o bom senso impere».
O autarca continua a defender a transferência do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da antiga residência de estudantes feminina para as ex-instalações da Infraestruturas de Portugal. A acontecer a mudança, disse que será a Câmara a recuperar o edifício da antiga residência e a entregá-la ao IPG para fazer a sua gestão.
Na discussão deste assunto, as opiniões dos dois vereadores do PS dividiram-se.
Eduardo Brito disse estar «de acordo sobre manter-se a Pousada da Juventude como Pousada» e reconheceu que a possibilidade de a autarquia aplicar a verba destinada ao IPG no arrendamento directo de alojamento para estudantes «deve ser explorada». O outro eleito socialista, Pedro Fonseca, discordou da ideia de Álvaro Amaro, referindo que a proposta anunciada pelo secretário de Estado da Juventude e do Desporto «é a melhor solução».
O presidente da autarquia da Guarda referiu ainda que o presidente do IPG lhe pediu uma reunião para discutir o assunto e que a mesma está marcada para o dia 1 de Março.
O presidente do IPG, Joaquim Brigas, anunciou em comunicado que a decisão do Governo de adaptar a Pousada da Juventude da Guarda a residência para estudantes, mantendo a sua função hoteleira, é «fundamental», mas não chega, por isso, pediu uma audiência ao autarca para dar seguimento à disponibilidade que este manifestou, para disponibilizar novas residências estudantis.

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