Câmara de Pinhel desafia à criatividade com os Jogos Florais

Os Jogos Florais regressam a Pinhel meio século depois da primeira edição. A iniciativa, que tem por finalidade estimular a escrita e a expressão plástica criativa, consta do extenso programa de comemorações dos 250 anos da Cidade, em grande parte cancelado devido à pandemia da Covid-19. Esta iniciativa é, para já, após as medidas de contingência, a excepção.

Os Jogos Florais «é um desafio à criatividade seja ela expressa através da prosa, da poesia ou então da expressão plástica, e as contingências que agora temos permitem que nós façamos o desafio aos pinhelenses e a todos aqueles que quiserem participar, porque neste momento, desde o dia 15 de Maio ao dia 15 de Julho, o que vai decorrer é o prazo para apresentação dos trabalhos e isso pode ser feito no conforto da casa de cada um». Isto é, «não há nenhum constrangimento daqueles com que agora temos de conviver que impeça que nós possamos iniciar este desafio dos Jogos Florais», justifica a vice-presidente, Daniela Capelo, sublinhando que «não estamos a alterar em nada o plano».

O único detalhe sujeito a confirmação é a cerimónia final de entrega dos prémios, «que tem de ser pensada à luz das circunstâncias que nós vivermos nessa altura». «A redacção dos trabalhos, a composição dos trabalhos, isso pode decorrer com toda a normalidade. Este era o formato que nós já tínhamos pensado inicialmente e, portanto, relativamente aos Jogos Florais tudo decorre dentro do normal», resume a autarca, adiantando que o júri irá reunir após o prazo de apresentação dos trabalhos e «em Agosto será feita a apresentação dos vencedores».

Daniela Capelo destaca que este «é um desafio que nós temos muita vontade em concretizar porque é algo que nos remete para o aniversário do bicentenário da cidade. Estas são as segundas edições dos Jogos Florais em Pinhel. Há 50 anos precisamente, em 1970, nós fizemos também uns jogos florais para assinalar o bicentenário, e desta vez estamos a assinalar os 250 anos, 50 anos volvidos, e tudo decorre com normalidade».

Relativamente às actividades programadas no âmbito das comemorações, «o nosso objectivo é que elas se possam concretizar, no entanto, a nossa prioridade de hoje é totalmente distinta do que era em Janeiro quanto apresentámos a programação. O que é prioritário hoje é a segurança das pessoas, e temos de avaliar e equacionar a realização dos eventos com outra perspectiva».

Avaliação que a vice-presidente afirma estar «a ser feita constantemente», e ter sido com base nessa avaliação que foram canceladas as actividades culturais que «era suposto estarem a decorrer, não só no âmbito da celebração dos 250 anos de elevação da cidade, mas também da celebração dos 250 anos de criação da Diocese, e no âmbito da Cidade do Vinho».

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