Câmara de Manteigas aumenta apoios à produção da feijoca

O Regulamento Munici-pal de Incentivo à Produção da Feijoca sofreu novas alterações. A Câmara de Manteigas deixa de fornecer a semente e aumenta o incentivo financeiro para comparticipação dos custos relativos ao cultivo deste produto. Pequenas alterações, tal como aconteceu em 2015, com a limitação das áreas de cultivo, «que nos parecem exageradas e que não correspondem de maneira nenhuma ao figurino do agricultor tradicional de Manteigas».
«Após alguns anos de experiência e depois de analisados os inquéritos dos anos 2015 e 2016 relativos ao funcionamento do Regulamento Municipal de Incentivo à Produção da Feijoca, verificou-se que o mesmo precisava de ser revisto para o tornar mais atractivo e estimulante, na perspectiva do produtor, uma vez que é um produto que tem muita procura local-mente e poderá ser uma mais fértil fonte de receita», justifica a autarquia em comunicado.
Daí esta «reavaliação» do Regulamento Municipal, que mereceu «aprovação unânime em Assembleia Municipal», que estabelece que a Câmara de Manteigas deixa de fornecer a semente, as candidaturas As candidaturas passam a ser apresentadas, anualmente, durante o mês de Março, quando anteriormente era no mês de Fevereiro, e que a decisão sobre a atribuição do incentivo será realizada até ao dia 15 de Abril de cada ano, quando anteriormente era até ao dia 15 de Março.
Quanto ao incentivo financeiro para compartici-pação dos custos relativos ao cultivo da feijoca, esse foi «incrementado, passando de 0,30 euros para 0,80 euros por metro quadrado, para candidaturas com área afecta ao cultivo de feijoca entre 50 e 500 metros quadrados, e de 0,20 euros para 0,40 euros por cada metro quadrado, entre 501 e 1500 metros quadrados».
«São pequenos ajusta-mentos, nada de importante. O importante é que a Câmara mantenha o apoio à produção de feijoca localmente. O que interessa realmente é manter esse apoio», considera António Lemos Santos, Grão-Mestre da Confraria da Feijoca, criada em 2007 em Manteigas, garantindo que revisão do Regulamento Municipal foi pacífica. «A Confraria foi ouvida em relação a essa matéria e não pôs qualquer dificuldade em relação à alteração», afirma o também presidente da Assembleia Municipal de Manteigas.
Em seu entender, a Câmara «não tinha realmente vocação para andar a fornecer a semente». Até porque «localmente é possível encontrar a semente. O problema não é a semente, é o trabalho que a feijoca dá a cultivar e isso é que tem que ser incentivado. Como é uma produção local e rela-tivamente pequena, tem que ser incentivado. Agora, fornecer a semente não é importante, a pessoa pode adquiri-la, desde que não seja fora do concelho. Há quem forneça sementes sem problemas de maior. Portanto, são pequenos ajustamentos apenas que têm a ver com isso: evitar algumas falcatruas que pudessem ser feitas e melhorar o incentivo», esclarece.
Lemos Santos concorda na importância da criação do Regulamento Municipal, considerando que «o incentivo foi um comple-mento», defende no entanto que o aparecimento da Confraria «é que foi determinante na motivação para os produtores locais produzirem feijoca».
«E depois o incentivo veio aumentar esse entusiasmo para produzir feijoca, e portanto aumentar a oferta do produto local, evitando que os restaurantes, nomeadamente, recorram ao mercado exterior para comprar a feijoca, uma vez que a têm ali à mão», conclui o Grão-Mestre da Confraria da Feijoca de Manteigas.
GM

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