Candidato da coligação “Guarda Primeiro” acusa a autarquia de apresentar uma «economia de vassalagem»

O candidato da coli-gação “Guarda em Primeiro” (CDS-PP, MPT e PPM) à presidência da Câmara da Guarda, Carlos Adaixo, acusou, na passada Sexta-feira, o executivo PSD/CDS-PP, liderado pelo social-democrata Álvaro Amaro, de apresentar, nestes últimos quatro anos, uma «economia de vassalagem». «É uma economia de exportação da pouca riqueza que temos, é uma economia de vender ao desbarato e de estragar as nossas memórias e de não dar importância àquilo que nós somos enquanto cidade», justificou o candidato durante a sessão de apresentação das listas à Câmara e Assembleia Municipal.
Aos jornalistas, Carlos Adaixo salientou que o actual autarca Álvaro Amaro, que se recandidata ao segundo mandato, em vez de construir e embelezar ro-tundas, por cada projecto desta natureza devia apostar em recuperar «três, quatro habitações no centro his-tórico» da cidade.
O candidato da coligação defendeu a reabilitação do património histórico da cidade. «A Guarda tem 817 anos, é um património inestimável que temos de preservar», salientou, susten-tando que a autarquia deve usar o património existente para recuperar o prestígio da cidade e tirar proveitos económicos. «Ou seja, usar esse património, essa riqueza histórica, usar esse passado no bom sentido e usá-lo como forma de reaver algo do nosso prestígio e reabilitar algo da nossa economia», justificou. No programa eleitoral da candidatura surge a proposta de criação de uma «fábrica de cultura» para «reabilitar e disponibilizar, no centro histórico, edifícios camarários a criadores culturais».
Para as eleições autárquicas de 2017 a Distrital do CDS-PP da Guarda optou por não fazer coligações com o PSD, «abrindo as suas listas a independentes e a todos quantos queiram defender o progresso e o bem comum das suas gentes e localidades», segundo o partido.
Assim, na equipa de Carlos Adaixo, que se candidata ao lugar hoje ocupado pelo social-democrata Álvaro Amaro, vão Isabel Fonseca (profes-sora), Paula Camilo (advoga-da), José Carlos Alexandre (professor), Raul Araújo (empresário), Luísa Fernan-des (professora) e José Jorge (empresário). A lista integra ainda Maria Salete Vaz (psicóloga), Ivan Teixeira (médico) e Jorge Casanova (professor).
Para a Assembleia Municipal, a lista liderada por Henrique Monteiro, integra, entre muitas outras pessoas, Elsa Silva, José Carlos Lopes, Henrique Fernandes, Luisa Almeida, Filipe Reis, António Mon-teiro, Bruno Neves, Emilia Costa, Maria Manu-ela Mascarenhas, Júlio Boa, Maria Isabel Rigueiró, Luís Norberto Batista, António Nunes, Maria Prazeres Varandas, Maria Manuela Carvalhosa, José Carlos Costa, Ana Luísa Torres, Mariana Lopes, Cláudio Ferreira, Carla Moreira, Idalina Isidoro, José António Pais, Alzira Ferreira, Dulce Sequeira, João Monteiro, Isabel Santos e Ana Neto.
Uma lista que, como evidenciou o candidato à Assembleia Municipal, é «maioritariamente femi-nina» e as mulheres «não estão aqui como mero acessório para cumprir quotas, estão porque querem participar activa-mente na vida política da Guarda».

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